Construir um namorado

Somente fazendo isso, você pode voltar a olhar para ele e lidar com ele. Esta será a sua primeira fundação na forma de como construir um relacionamento com um ex-amor. Segundo os psicólogos, em tal situação, há um muito bom samotrenig que bom no futuro pode ajudá-la a superar a si mesmo e mudar a sua atitude para com o ex-namorado. Visite o site como Virtual Boys ou Gurl. Isso oferece a oportunidade de construir um namorado virtual. Escolha a opção masculina se você estiver usando GurlEn Virtual Boys, você já terá um namorado. Passo 2 . Selecione o tipo de modelo, roupas e penteado das diferentes opções dadas. Escolha o que parece melhor para você. Passo 3 Mas sabendo o que fazer, você pode aumentar significativamente as suas chances de encontrar um namorado e ter um bom relacionamento com ele. Confira 11 dicas ESSENCIAIS de como ter um namorado: 1 – Seja você mesma – como ter um namorado. É muito importante ser você mesma se está em busca de um namorado. Mentir não é nada bom. Eu quero construir um futuro, uma casa, ter filhos, viajar por aí, mudar o sobrenome dela, sei lá, eu quero ser o cara que nenhum outro foi pra ela. E reforçar que quando é de verdade, por maior que sejam as dificuldades e todos os obstáculos, quando existe reciprocidade e força de vontade pra fazer dar certo, até o universo conspira. Como Conseguir uma Namorada. Você pode até achar que conseguir uma namorada é uma tarefa hercúlea, mas não é bem assim! Não desista. Comece por conhecer mais garotas em grupos de estudos, eventos e por meio de seus amigos. Em seguida, seja... Agora, se você realmente quer saber como conseguir um namorado que é fantasiado por todas as meninas e admirado por todos os homens, você precisa construir uma personalidade. Você precisa ser alegre e agradável, mas, ao mesmo tempo, precisa criar uma aura de confiança ao seu redor. Quando o gerente atribui-lhe uma tarefa com outros colegas de trabalho, é hora de você aprender a construir a confiança neles, e, em seguida, fazer um bom edifício da equipe antes de começar a fazer a sua atribuição. Neste escrito, eu introduzi-lo top 10 dicas úteis sobre como construir a confiança em um relacionamento. 14/jan/2020 - Explore a pasta 'Perguntas para namorado' de Marina Laurindo no Pinterest. Veja mais ideias sobre Perguntas para namorado, Presente para namorado aniversario, Caixa para namorados. Como Construir um Relacionamento Saudável. Relacionamentos saudáveis permitem que você expresse a sua individualidade (tanto na companhia quando na ausência do parceiro), estimulam o melhor lado dos dois e incentivam o crescimento.http:/... Um mundo de competição. De quem supera mais rápido, de quem se sobrepõe, de quem da a volta por cima, de quem humilha primeiro. Um mundo que as notas de “seja feliz” são moldadas com falsidade. Que o amor prometido não serve de nada. Que amizades não são feitas pra durar, que o amor vira um jogo de machucar o outro.

Sou babaca por tentar forçar um sentimento que não tenho e perceber tarde demais?

2020.09.14 00:38 DinoTailandes Sou babaca por tentar forçar um sentimento que não tenho e perceber tarde demais?

Olá Luba, gatas, editores, 5° andar, possível convidado, finados papelões, chat e turma que está a ver. Como estão? Bom, eu sou QUASE nOvO AqUi. Fiz apenas um post a um tempo atrás e meio que ele é importante para um maior entendimento dessa história. Se quiserem ver, fiquem a vontade.
Bom, tem essa moça que chamaremos de CARLS (chat, não deixem o Luba acabar com Carls. RAYNARA NÃO PASSARÁ), e nos conhecemos a uns 3 anos. Estudamos na mesma sala, somos muito amigos e desde que nos conhecemos somos amigos coloridos, até o relacionamento que tive com a Farls. Não foi nenhum problema e nem causou ciúmes nela, pois ela também tinha começado a namorar um moço nessa época.
Bom, eu amava muito a Farls. Eu não conseguia me ver sem ela no meu futuro, e planejávamos muitas coisas juntos. Sonhávamos juntos e tinhamos uma relação incrível, tanto de amizade quanto como namorados. Ela era muito importante pra mim e terminamos contra nossa vontade, por motivos de desavenças entre nossas famílias (Contei a história no meu último post).
Uns 6 meses depois desse término, eu voltei a flertar e ficar com a Carls, que já havia terminado seu relacionamento, que havia sido bem bosta, inclusive. Começamos a construir um romance e é aí que começa a parte foda da história.....
A coisa começou a ficar muito amorosa. Por exemplo, ela muitas vezes diz que me ama, e eu respondo que também a amo. Ela me chama de amor, e eu também a chamo assim. Ela é extremamente melosa e vive se declarando pra mim, dizendo inclusive que de todas as pessoas que ela já gostou, eu sou o único que ela realmente ama. Eu estava seguindo essa melosidade toda pra tentar superar o sentimento que eu tinha pela minha ex, mas percebi que não dá. As coisas têm que fluir naturalmente, e eu não sei se isso vai ser com ela.
A pouco tempo eu refleti e cheguei à conclusão de que o que eu sinto por ela não é 1/3 do que eu sentia pela minha ex, e eu me sinto culpado por isso e acho injusto com ela nutrir um sentimento irreal. Ainda não conversei com ela sobre isso, porque acho que ela vai ficar muito mal.
Eu sou babaca por isso? O que posso fazer a respeito?
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2020.09.09 04:41 kriskastro Cada vez mais quebrado e tentando juntar os cacos

Gente, já li de tudo por aqui e adoro os temas sobre relacionamento. Dessa vez chegou a minha vez de desabafar. : PS: Sorry pelo textão, mas é que eu preciso externar um pouco de tudo pra ver se me serve de alguma coisa.
Já não sou mais um adolescente, mas também não chego a ser já um adulto de meia idade; mas tá perto rs. Tenho 27 anos, já beirando os 28. Nunca engatei definitivamente em um relacionamento sério e nem sei se sou preparado para isso efetivamente, serio mesmo. Minha família é meio fudi* sobre relacionamentos. Pais separados, confusões aqui e ali e até pelo que pude perceber sobre os que estão além dos meus pais, digo tios e tias, a situação não é muito animadora ou exemplar. Enfim, sinto até que de alguma forma por não ter bons exemplos ou referências em casa isso de alguma forma pode ter me afetado, me travado, ou até mesmo me ter deixado com um certo nível de ansiedade/panico. Sei lá. Moro com a minha mãe ainda e meu irmão mais novo.
Sou uma pessoa que simplesmente não sai e resolveu viver isolado na sua própria bolha; diria até que com poucos amigos próximos, digamos assim... (sabe daqueles que você pode literalmente contar com eles para o que der e vier? Pois é.). Já sou formado, pago as próprias contas, ajudo até de certa forma a segurar ainda a estrutura financeira abalada em casa. SIM, meu pai era o provedor do dinheiro como toda "família tradicional" brasileira; mas hoje me dia minha mãe já tem a fonte de renda dela que se complementa com a minha. E meu pai acho que ainda ajuda só por conta do meu irmão mais novo mesmo.
Enfim, sinto que o tempo vai passando e passando e a maneira como eu vivo hoje me incomoda. Não quero ter esse papel de "pai provedor" da família que eu ainda não tive, se é que me entendem. Sinto que preciso mudar e sair dessa zona de (des)conforto, mas ao mesmo tempo vivo um dilema entre a responsabilidade para com aqueles que estão comigo e a vontade de construir algo meu, a minha própria história. Agora assim, sair de casa pra (sobre)viver e ficar a ver navios é foda, até pq a vida sozinho é bad trip total. Nessa parte, já quero introduzir o tema o relacionamento que até então são inexistentes; penso que de alguma forma quando você tem alguém que vale a pena você lutar para que as coisas deem certo, e obviamente a pessoa também queira, de alguma forma os dois conseguem encontrar alguma felicidade em meio a tudo, mesmo diante das dificuldades.
Mas vamos lá que já estou é divagando aqui. Sobre relacionamentos: sou uma pessoa extramente fechada. Não saio. Como disse, sou de poucos ou quase nenhum amigo próximo. Não considero conhecidos ou colegas de trabalho como alguém que se pode contar muito, sabe. Obviamente pra não pirar da batatinha, pelo menos cresci aderindo ao hobby de jogar video games pra aliviar um pouco o estresse e até a deprê - na verdade herdei esse hobby da adolescência e acho que os sentimentos meio depressivos também. Tenho ps4 que mal jogo hoje em dia, mas ainda me divirto um pouco no pc com uma galera muito massa no lol kk. SIM. 27 anos jogando ainda League of Legends. Mas voltando... pra piorar um pouco, tenho de certa forma uma atração, ou sei lá um imã, pra garotas que são bem peculiares, digamos assim.
O meu primeiro contato na adolescência que talvez pudesse ter rendido um relacionamento foi com uma garota que conheci no Tinder. Eu deveria ter uns 17 anos mais ou menos. Nem tinha entrado na faculdade. Ela era gata e inteligentíssima, mas não me recordo o nome dela. Sente o drama: depois de semanas conversando e praticamente se descobrindo quase que nascidos um pro outro, ela me revelou que fazia tratamento para câncer e já faziam anos e mais anos na luta. As fotos dela eram de peruca, sabe. Tanto que depois de semanas ela começou a me mostrar as fotos já carequinha. Ela morava no interior e vinha de tempos em tempos aqui pra cidade fazer o tratamento dela. O namorado dela a deixou depois dessa bad trip. Enfim, um negócio pesadíssimo. Quase como A culpa é das estrelas. : O tempo passou, coisas aconteceram, a vida foi entrando numa velocidade frenética. A faculdade chegou, as provas, os semestres, os estágios, a rotina maluca e simplesmente fomos aos poucos deixando de nos falar e eu simplesmente não sei o final dessa história. Mas me arrependo quase que amargamente de não ter ido conhecer ela pessoalmente independente do desfecho.
Na faculdade, me apaixonei por uma garota. Mas nem vou me alongar muito. A thread da facul: depois de anos estudando juntos, me declarei pra essa garota e para minha surpresa uma amiga nossa em comum também fez a mesma coisa. A garota da história é bi e eu tinha total consciência sobre isso, mas só fiz o que meu coração mandou. Enfim, esse negócio não foi nem pra frente e nem pra trás. Nem eu e nem a nossa amiga em comum ficou/namorou essa garota. Mais uma vez o tempo foi passando e passando... até que terminei a faculdade e até onde tive notícias, hoje a garota que eu era apaixonado está namorando um cara aí. Enterrei esse amor e deixei o tempo cumprir o papel dele. Aconteceram outras coisas na faculdade também entre eu e uma outra miga, mas nem vou comentar pq não vem ao caso, simplesmente não era para ser e pronto e o pior é que até transa sem camisinha rolou kk #medo, mas calma que teve pilula e teste após isso. Então, nada de filhos não programados. Amém.
Após a facul e agora sim em um tempo mais recente. No trabalho, há uns dois anos atrás descobri que uma garota era perdidamente apaixonada por mim. Isso era novidade pra mim que já estava acostumado só com amor não correspondido, mas o drama aqui é que eu simplesmente não sentia a mesma coisa por ela. Olha só que ironia, não? Isso é foda, pq eu sabia como era gostar de alguém e isso não ser recíproco. Mas enfim, a garota foi demitida e com a demissão acho que foi-se qlq esperança de se construir algum amor - isso para os que acreditam que esse trem é construído tijolinho, por tijolinho. Eu só simplesmente não sei como funciona, desculpa.
Há seis meses atrás ou até mais, meu coração resolveu bater mais forte por alguém mais uma vez. Mais uma coisa que simplesmente não sei o pq diabos acontece, mas já aceitei que a vida é assim. Ela é uma colega de trabalho. O tempo passou, ficamos íntimos, conversamos muito, mas muito mesmo sobre absolutamente tudo. Literalmente tudo. A pandemia chegou e até hoje estamos de home office :p. O drama aqui é que eu resolvi me declarar para ela. Abri o jogo. Coloquei as cartas na mesa e joguei para ver o que iria dar. Como resposta tive um surpresa e um desagrado ao mesmo tempo. A surpresa foi em saber que ela se preocupa comigo tanto quanto eu me preocupo com ela, mas amigos... o sentimento que temos um do outro é bem diferente. Infelizmente! Ah e o drama aqui não vou entrar em muitos detalhes, mas a thread só não chega a ser pior do que a minha primeira história e a segunda. Talvez seja pior que a segunda. Envolve uma infância bem conturbada da parte dela, abusos do pai e até relacionamentos abusivos de ex. Mas como disse, não vou entrar em detalhes. Enfim, essa semana tive a noticia de que ela está com um cara ai e é isso, amigos. Mais uma vez quebrei-me em mais um monte de pedaços antes mesmo de saber o que é um relacionamento.
Agora assim, sabe o que é o pior de tudo? A sensação de baixa-autoestima que você acaba criando e acho que até uma certa ansiedade/nervosismo ou sei lá o que. Um sentimento quase como: qual é o meu problema? Será que eu não sou uma pessoa interessante? Estou fora do padrão do que costumam encontrar por ai? Enfim, neuroses que nem vale a pena perder tempo pra não cultivar bad trips. O tempo só vai passando e não há nada que eu possa fazer a respeito a não ser aceitar que as coisas são como são e pronto. E que simplesmente não sirvo para relacionamentos. Talvez isso me conforte de alguma forma.
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2020.06.21 18:24 lissandry0017 Estou errada em não terminar com meu namorado, gostando de outro?

Olá lubisco ,turma,gatas,papelões,editores lindos do meu coração e todos que estão a ver ...
Bem contexto ... Eu estou namorando um garoto a quase 3 meses , e des de que eu pedi ele namoro , determinamos que seria algo aberto , por que ele mora muito longe e eu não gosto muito da ideia de ficar sem aquele "carinho diário".
Nós nos conhecemos pela minha melhor amiga que me apresentou ele (lembre muito bem disso).
A questão é , ultimamente ando conhecendo melhor ele , e ele me conhecendo , acabei percebendo que ele tem muitos problemas de depressão e é super carente as vezes meio ciumento.. Tudo que eu não queria numa relação , eu gosto de gente carinhosa , mas não grudenta entende ... Não sou o tipo de pessoa que quer ficar 24 horas por dia no celular com apenas uma pessoa ...
Estabelecendo isso vamos ao ponto. Os últimos dias estou conversando com um garoto da minha escola que gosto muito , ele sabe do meu relacionamento com meu namorado que chamaremos de H , mas des de que conheci ele (uns meses antes de conhecer H) me atrai por ele .
Nos últimos tempos ele anda demonstrando sentimentos por mim (não tenho tanta certeza mas parece) então meu melhor amigo disse pra eu não iludir o H com falsas esperanças por que seria pior pra ele logo pensei "O H mora longe eu gosto dele , mas como um amigo , vou terminar e tentar algo com meu amigo da escola".
E lá fui eu terminar , mas lembra dos problemas dele? Então , ele ficou super mal e a minha melhor amiga também , por ele estar mal (o dois são mt sensíveis).
Eu estou nessa saga agora ,então me diz , vou ser babaca ou estou errada , se terminar com ele sabendo que tanto ele tanto minha melhor amiga ficaram super mal ou continuar com ele deixando os dois bem mesmo (sem contar com a quarentena vejo meu amigo todo dia então fica mais difícil) gostando de outro garoto , o que fariam no meu lugar.
(detalhe ele pensa em construir família e tals, tudo que eu não quero , nós temos algo aberto mas não acho que ele se sinta bem com isso e ele sabe que TALVEZ eu goste de outro)
Um beijo pra todos vcs inclusive editores. Quando tiver resposta eu digo o que eu fiz ...
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2020.06.06 14:34 liviarodrigues BFF tóxica/babaca ou a tóxica/babaca fui eu?

Olá, Lubisco, editores, deusas gatas, possível convidado virtual, papelões maravilhosos e turma que está a lever. Minha história é sobre uma amizade tóxica que aguentei por 5 anos. É um pouco longa, mas garanto que vale a pena. Riam ou passem raiva comigo.
Em 2012, quando fazia faculdade, conheci essa garota - vou chamar de Sandy. Não costumo fazer amizades com facilidade pq desconfio das pessoas, mas compartilhamos gostos em comum e ficamos amigas. Ela tinha um jeito divertido e alegre que eu achava legal. Alguns meses depois, uma empresa veio fazer triagem de estágio na faculdade e nós nos inscrevemos. Eu acabei passando e ela não. Foi aí que comecei a ver alguns sinais vermelhos. Ela ficou muito chateada, mas eu relevei pq eu tbm ficaria. Já na empresa, descobri que poderia indicar alguém para fazer um entrevista especial e fiquei feliz. Indiquei Sandy. Se ela passasse, ela entrava e eu ganhava um prêmio por isso. Ela só precisava dizer durante a entrevista que eu tinha indicado. Ela entrou e ficou tudo certo, mas quando chegou o dia de eu receber meu prêmio, o DP da empresa disse que ela não falou que tinha sido indicada por ninguém (me mostraram até a ficha que ela preencheu no dia - realmente não tinha nada falando de indicação). Falei com ela e ela desmentiu dizendo que tinha falado e escrito, mas deu a desculpa que talvez tivesse esquecido quando mostrei a foto da ficha preenchida. Fiquei chateada pela falta de gratidão, mas resolvi o problema do prêmio com o DP (com muuuuuuuita luta) e no fim deu tudo certo.
Com um ano trabalhando nesse lugar, o temperamento alegre de Sandy já tinha causado muitos problemas para nós duas. Trabalhávamos meio período - um tipo de serviço que precisava de silêncio e concentração -, mas ela constantemente ia até minha mesa para conversar coisas nada a ver com o trabalho. Fui chamada à atenção por minha chefe 4 vezes por isso, mesmo que eu nunca iniciasse as conversas. Quando falei isso pra ela, Sandy me veio com um “Ah, mas eu não converso sozinha”. Fiquei chateada, mas novamente deixei pra lá.
Nessa época, meu namorado me pediu em noivado e começamos a construir nossa casa. Projetamos ela juntos e o pai dele começou a construir já que é mestre de obras aposentado. Contei pra ela, pensando que ela ficaria feliz, mas Sandy me deu apenas um sorriso amarelo e um parabéns seco. Menos de uma semana depois ela anunciou que estava procurando um casa para comprar com o namorado dela. Achei coincidência demais, mas não liguei muito.
Nesse meio tempo, ela foi demitida da empresa - devido às inúmeras reclamações de conversas paralelas e falta de produtividade - e saiu se fazendo de vítima. Tentei ser solidária, mas admito que não consegui muito, sabendo que ela tinha cavado a própria cova. Seis meses depois, eu mesma saí da empresa por conflito de horário e fui fazer teste em outra. Ela ainda estava desempregada. Decidi não falar pra ela sobre o teste - já sentia vibes ruins vindo dela e não queria que nada desse errado -, mas algumas horas depois ela me ligou pra dizer que tinha sido chamada tbm. Resolvi contar pra não dar treta depois.
O teste correu bem - éramos eu, Sandy e um rapaz -, mas tinha só uma vaga com a possibilidade de outra. Quatro dias depois do teste, a empresa me liga dizendo que fui contratada. Penso seriamente se conto pra ela, mas ela me liga pouco depois pra me dizer que passou. Pelo seu tom de voz, percebo que ela acha que não consegui uma vaga e parece feliz demais com isso. Conto que tbm fui chamada e ouço ela murchar um pouco.
No primeiro mês de adaptação ao novo trabalho correu tudo bem. Fiquei próxima da chefe do setor pois eu tinha experiência com gestão e ela queria usar isso na ADM do setor. Então um dia, quando estava saindo para o almoço, minha chefe me chama e pergunta:
“Você é amiga da Sandy há muito tempo?”
“Sim, há uns 3 anos, pq?”
“Ah, pq ela veio do nada me perguntar qual de vocês duas tinha consegui a primeira vaga que estava disponível.”
Fiquei chocada com aquilo. Era evidente agora que na cabeça da Sandy nossa “amizade” era uma competição. Respondi:
“Nossa. Que estranho.”
“Sim. Muito. Parecia muito importante pra ela.”
Não querendo ficar pensando nesse tipo de coisas, empurrei o assunto pra lá.
Na volta do almoço, Sandy me encontra na área do ponto e comenta descaradamente:
“Perguntei pra chefe quem de nós duas tinha entrado primeiro. Foi você.”
Ela saiu e fiquei lá parada tentando entender qual o sentido daquilo. Claramente não era saudável.
Confrontei ela, perguntando porque ela queria competir comigo e que eu não via sentido nenhum nisso. Amigas se ajudam, não se prejudicam. Ela falou que tinha problema de autoestima, mas que eu estava enxergando muito onde não tinha. Que ela não competia e que eu poderia estar interpretando as coisas do jeito errado. Percebendo que ela não queria ser sincera com alguém que ela chamou de melhor amiga pelos últimos 3 anos, deixei pra lá.
A partir de então comecei a me afastar real dela e muitas outras situações constrangedoras aconteceram. Minhas amizades na empresa começaram a perceber essa aura competitiva que ela tinha e vieram comentar comigo. Eu disse que não ligava pq não via sentido em uma competição entre mim e ela. Éramos claramente pessoas diferentes e com níveis de maturidade absurdamente opostos. Sandy começou a reclamar do tempo que eu passava com as outras meninas do setor, levantava no meio do expediente pra ir conversar na minha mesa, me pressionava para contar coisas pessoais que eu não me sentia mais confortável em compartilhar com ela, se metia no meio das minhas conversas que não envolviam ela, imitava minhas roupas e algumas frases minha, tentava se meter nos projetos que tinham sido designados pra mim. E foi aí que a merda fedeu.
Eu aguento muita coisa relacionada a mim, mas não mexa no meu trabalho! Quando ela interferiu em um dos meus projetos e me fez perder UMA SEMANA de trabalho, eu explodi com ela. Falei que ela me atrapalhava tinha anos, que eu vinha aguentando as merdas dela há muito tempo, e que se fosse pra ela abrir a boca pra cagar, que não falasse mais comigo.
A partir desse dia, não falei mais com ela - nem mesmo bom dia - e as atitudes infantis dela pioraram. Ela acabou sendo chamada atenção da diretoria por certas coisas até. O clima no setor ficou um pouco tenso, mas não deixei minha parte profissional ser comprometida. Fingia apenas que ela não estava lá. Por outro lado, Sandy ainda fazia questão de passar por mim bufando, bater a porta quando me via na sala, falar bem alto que tinha viajado para o exterior (ela sabe que é um dos meus sonhos) quando eu passava perto dela, se intrometer nas minhas conversas com comentários irônicos, e recentemente descobri que falava mal de mim pelas costas. Coisa que, apesar de tudo, eu nunca fiz com ela. Descobri que ela me stalkeava nas redes sociais e a bloqueei de tudo. Não queria o olho gordo dela nos meus projetos.
Alguns meses depois ela saiu da empresa e um ano depois eu também saí, colocando meu próprio negócio. E foi assim que a “amizade” acabou. Hoje em dia ainda temos amigas em comum, mas nunca mais nos falamos. Algumas amigas perguntam se, depois de tanto tempo (3 anos sem se falar), não tenho vontade de colocar tudo às claras e ver se ela mudou. A verdade é que não. Essa época de amizade com ela foi um período tenso que eu não gostaria de reviver. Às vezes penso em falar com ela como as adultas que somos hoje, mas tenho muito receio. Minha vida melhorou 200% depois de isolei ela e não quero arriscar voltar ao que era antes. Nisso até meu marido concorda.
Lembrando que o que contei aqui foi só a ponta do iceberg. Tem muito mais histórias de atitudes esquisitas dela que não deu pra contar devido ao tamanho, afinal foi uma “amizade” de anos e tem muito material pra turma-feira. Coisas tão absurdas que vocês nem acreditariam.
Olhando pra trás não fico feliz com a forma que lidei com a situação. Não queria ter brigado com ela e gostaria de ter colocado um ponto final na situação de forma verbal, tipo “siga seu caminho que eu sigo o meu”. Na época eu tinha 20 anos e não tinha muito tato social - não uma desculpa, mas talvez um atenuante.
Então, Lubisco e turma, eu fui babaca por ter apenas ignorado ela e seguido minha vida como se ela nunca tivesse feito parte dela?
Bjo a todos e obrigada por me ouvirem! Amo vocês! <30
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2020.04.27 17:20 Gauss_BB Incapacidade de construir um relacionamento amoroso

Eu tenho 27 anos e nunca namorei sério. Eu sempre sabotei possíveis relacionamentos no passado. Talvez tenha a ver quando me apaixonei loucamente por uma pessoa com quem fiquei durante 6 meses quando tinha eu 20 anos. Depois do término demorei 3 anos (bem difíceis) para superar. Posteriormente eu tive um outro relacionamento por 4-5 meses que acabei terminando por nenhum motivo justificável. Com 25 anos eu fui diagnosticado com transtorno bipolar e TDAH e comecei um tratamento que demorou 2 anos até eu conseguir acertar a medicação e finalmente me sentir estável pela primeira vez na vida, é como se a minha vida tivesse começado há 1 ano atrás, só agora eu sei o que é se sentir "normal".
Atualmente eu estou sentindo uma certa urgência em construir um relacionamento sério com alguém. Antes do carnaval eu conheci, pela primeira vez em tanto tempo, uma pessoa com quem eu realmente senti uma "conexão" mesmo ter ficado tão pouco tempo (uns 3 dias seguidos) e senti que foi recíproco só que ela mora em outro estado o que na minha cabeça impossibilita tal possibilidade. Ainda mantenho contato com ela de forma amistosa e não me abri por achar que não vai dar certo pela distância e tudo mais. Desde então tenho ficado com outras pessoas, mas depois de transar eu sinto um vazio que me deixa meio depressivo e distante da pessoa.
Recentemente tenho saído com uma pessoa com quem (desde a primeira vez) não consigui sentir uma química, porém na segunda vez que transamos eu não senti esse vazio. Ela parece querer fazer algo todos os dias comigo e eu tenho evitado isso, mas quando ela me disse que não queria nada sério por ter saído de um relacionamento longo me deixou estranhamente incomodado. Dito isso, conclui que eu na verdade enxergava uma possibilidade de ter algo sério com ela mas entrei em modo defensivo sendo frio e distante para intencionalmente cortar a relação, assim como todas as outras vezes. Mas então ela disse que só quer amizade colorida, eu nunca misturei amizade com sexo e estou em dúvida se eu mantenho essa relação pra ver no que vai dar ou corto de vez. Na verdade, eu estou cansado de relações superficiais e sinto que esse tipo de relação é mais prejudicial do que a proveitosa.
A real é que estou chegando nos 30 sem nunca ter namorado, e eu tenho ficado cada vez mais sensível quando percebo que não consigo construir uma relação real com alguém, e isso tem afetado a minha maior conquista que é a minha estabilidade emocional.
Obrigado por ler até aqui :)
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2020.03.09 13:48 xhoppus Minha sogra é uma otaria

Quando estou com meu namorado (que ainda mora com ela) parece que ela sente a necessidade de falar tudo que ele NAO faz, comparando ele com o irmão dele... E pra não ser mal educada eu só escuto e falo HMM ENTENDI, parece q ela quer que eu desista dele sei lá... Já compramos um terreno e logo mais vamos construir nossa casa e sair desse inferno... E ainda por cima ela ODEIA cachorro e meu namorado tem um que fica no quintal, ele é super carinhoso quer brincar e pular e chamar a atenção pra ganhar um carinho, e inevitavelmente ela tem que passar por lá pq precisa chegar na lavanderia que é do lado e ele acaba pulando nela achando que ela vai dar um carinho pra ele, mas isso nunca acontece... O que eu não entendo é: ela é uma pessoa MUITO crente em Deus, vive falando que coisa x e coisa y é pecado, fala de Deus o dia todo se deixar E AO MESMO TEMPO GRITA COM O CACHORRO DIZENDO "cachorro do inferno não serve nem pra morrer" e "só não te solto na rua pq vc seria atropelado de tão bobo que é"
Tipo eu sei que se você não gosta de uma coisa vc fica estressado e ela não tem obrigação de morrer de amores pelo cachorro, mas é aquela coisa quando era pequeno era a fofura da família, dormia com ele no sofá era só carinho, agora que cresceu fica desejando a morte dele (já ouvi frases daquelas pelo menos umas 3x), ela passa pelos potes de água dele e não poe agua ou ração, e sempre vem com o discurso de "Morro de dó desses cachorrinhos de rua, no frio sem água ou comida, imagina? Deve ter gente que maltrata eles" e eu fico tipo ????????? O QUE TA NA SUA CASA VOCÊ NEM AGUA POE NE QUERIDA?
Enfim, desculpa o textao só queria desabafar
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2020.01.20 22:45 throwaway80153480 A unica coisa que eu tinha na vida eu perdí

Dessa vez usando um throwaway pois vai ser mais explicito oq vou dizer. Mas ja um tempo venho relatando tudo que tem ocorrido comigo nesse grupo, tudo que eu tenho perdido e minhas frustrações e sobre depressão e etc, como muitos outros no grupo. Dessa vez eu perdi o pouco que consegui construir em 2019, e a sensação de não poder mais confiar em ninguém cada vez me consome mais. Enfim, em 2018 perdi o cargo de liderança da empresa de minha familia e 2019 todo foi meio que tentando se erguer bem de baixo, fui expulso de casa, perdi meu emprego, voltei a ter fazer uns freelas e trabalhar com uma chefe que ja tinha tido desentendimentos e que se repetiu o mesmo desentendimento, fui ate tentar empreender vendendo sorvete na rua para ver se melhorava as coisas. Mas no fim nada melhorou, entrei mais a fundo na depre e acabei voltando a morar com minha mãe, disso que tinha brigado com meu pai, que e separado de minha mãe ja a 21 anos, por uma disputa de liderança que tive com a mulher dele na empresa, onde ela obviamente venceu, e ido morar com meu namorado... Esse texto ta mais confuso que minha cabeça o ano todo, mas a moral da historia que foi um ano que tive que passar por 3 casas, por sorte minha tinha bastante opções de onde ir morar, mas ainda tive a frustração de não ser aceito em 2 casas, de meus avós que eram mais proximos de mim e moravam mais proximos de meu pai ainda pensando em talvez conseguir me reconciliar com ele, e também pensei que iriam me aceitar melhor que a familia de minha mãe que é evangelica e "bolsonarista", no fim foi quem melhor me acolheu mesmo eu sendo gay, parei de falar com meu pai, por um pequeno lado bom consegui ter uma experiencia de morar com meu namorado por 7 meses e comprar algumas coisas "para nosso futuro", mas pelo lado ruim que ele me deu o pé na bunda e ficou com tudo e eu voltei a morar com minha mãe... Moral da historia, terminei no 0 de evolução no ano, perdi dinheiro de tudo quanto é forma, ainda não falo direito com meu pai e levei agora o pé na bunda do namorado. Ao menos dessa vez eu acho que eu aprendo a não confiar em ninguém, por mais que a pessoa possa parecer direita, frequentar a igreja, ter historico impecavel. Pois de todo esforço que tive tanto para com meu pai em evoluir e sustentar uma empresa sozinho como quanto eu tive de comprar coisas para casa do meu namorado para construirmos uma vida juntos no fim na primeira oportunidade que aparece de evolução sem mim eu fui passado a perna pelas pessoas que eu mais confiava. Só posso tirar desse ano um aprendizado, não seja bom com ninguém ao menos que tenha garantias bem firmadas que isso fara bem para você, nunca espere que faça o bem agora para que lhe façam no futuro pois a pessoa te abandona e pronto. Ainda tentei pontuar melhor para ver se ninguem morria sem folego, de novo, mas não deu... O fluxo do ódio faz isso. Não sejam bocos que nem eu e nunca comprem coisas para casa de ninguém, e so trabalhem para familiares se forem muito bem pagos e não aceitem participação visando lucro futuro em empresa nenhuma pois no fim vc pode acabar saindo é perdendo. Por fim, parece que o ano foi bom para eu deixar de ser besta.
Ainda coloquei uns complementos que não sei se deram mais ou menos sentido ao texto, mas no fim nada fez sentido em 2019. E seja oq deus quiser, fiquem com Ele. Abraços e feliz 2020.
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2019.11.29 18:06 desabafo4774 Sou um traidor e não consigo me perdoar.

Título. Obrigatório perdão textao, mas eu preciso te dar o contexto, já que eu nunca dei o contexto pra ninguém.
Tenho 20 anos, masculino, depois dos 16 me tornei uma pessoa relativamente atraente mas sempre fui muito tímido com o sexo oposto quanto a flerte. Namorei uma garota dos 16 aos 19, que chamaremos ficticiamente de Carol. Esse foi um período de bastange desenvolvimento sexual da minha parte, que até então só havia namorado a distância e nunca chamado uma garota pra sair. A Carol era ainda mais tímida que eu, então nós éramos amigos antes de ter algum desenvolvimento amoroso.
Acho que era início de 2016 quando uma amiga que eu considerava atraente começou a dar em cima de mim. Sempre que estávamos sozinhos ela me olhava vorazmente, esbarrava com a mão no meu corpo, etc. Eu ficava simplesmente louco, até que em um momento não resisti e ficamos. Mais tarde, isso me consumiu de culpa, pois eu ainda gostava da minha namorada mas a simples ideia de ser sincero com ela e contar a verdade me congelava. Eu não queria fazer isso, então omiti. Ainda assim, eu ainda sabia o que tinha acontecido, e era real comigo mesmo: eu ainda sentia vontade de ficar com outras pessoas. Provavelmente por questões que discuti na terapia, eu sempre fui frustrado com minha "incompetência romântica". Sempre quis provar pra eu mesmo que eu consigo flertar, seduzir e ficar com alguma garota, e sempre fui péssimo nisso. Foi então que um conceito me foi introduzido à mente: relacionamentos abertos.
A partir daí, eu comecei um processo feio de racionalização, sugerindo a ideia à minha namorada. Eu sempre fui inteligente e bom em lógica e argumentação, então falava de coisas como o ciúme sendo algo ruim, implantado culturalmente e plantado na noção de propriedade. Hoje em dia tenho outras perspectivas sobre a questão, mas na época eu era bem convincente. Eu não era insistente (até onde me recordo, mas sou enviesado, né?) e mesmo assim depois de alguns meses ela me disse que toparia experimentar. Poderíamos ficar, mas não transar com outras pessoas.
Ainda dentro desse acordo, um tempo depois eu traí ela de novo, com essa mesma garota. Obviamente eu omiti, mas a culpa claramente afetava como eu me relacionava com ela. Eu era meio distante, me sentia incapaz de me aproximar se não pudesse ser sincero sobre o que sentia desde o início. Honestidade, por mais controverso que soe, sempre foi um valor de enorme peso para mim, então era como se eu não conseguisse ser eu, de verdade, com ela. Apenas uma fração, e era isso. Eu a traí ocasionalmente umas outras 3 vezes, e sempre me sentia um bosta depois. Ainda assim, namoramos por todo esse tempo, Mesmo que por esse canal de existência limitado, eu me conectei com ela de verdade.
Foi mais ou menos um mês antes do término que descobri que meu pai havia traído minha mãe. Aí foi a vez da projeção, que garantiu que eu ficasse furioso com meu pai. O que eu mais queria era que ele contasse pra ela, mesmo que isso significasse o fim do casamento deles. Acontece que a situação deles é bem diferente da minha, mas eu estava furioso comigo mesmo. Sabe, até pouco eu nunca havia contado isso a NINGUÉM, nem pra analista. Eu não me gabava para amigos. Para amantes. Eu só vivia com meu segredo longe do resto do mundo, me odiava por isso. Já fiquei bem deprimido em alguns dias, mas nada grave. Nesse tempo da traição, porém, eu não aguentei. Como eu fazia terapia, acho que eu inconscientemente sacava o que estava acontecendo, mesmo sem admitir pra analista, então simplesmente decidi terminar. Eu estava distante demais, não suportava ficar perto dela. Passei na faculdade pra outro estado, e hoje faz uns 10 meses que terminamos, sob o argumento de que a distância estava insuportável. Nunca pus à mesa o meu lado, que era a causa da distância, e foi isso.
Todo esse tempo na faculdade, com garotas obviamente dando em cima de mim, eu nunca consegui me dispor a flertar com nenhuma. Nem mesmo nas grandes festas que fui, só dancei e fiquei com alguns guris, mesmo que sem muita vontade. Esses dias tive uma aula que me lembrou dela e da terapia e percebi que eu ainda amava ela. Hoje ela tá a 600 km de distância, então eu liguei pra ela pra saber como ela tava e ela disse que estava como eu, mesmo reconhecendo que existiu um motivo pelo qual terminamos, e que não dava pra esquecer disso.
Sabe, não acho que eu vá voltar com ela, afinal não quero um relacionamento à distância e ela vai fazer faculdade lá, mas vou pra lá no próximo fim de semana e me pergunto muito se deveria contar a verdade sobre o que acontecia no nosso relacionamento. Do lado de não contar, penso que causaria um sofrimento desnecessário a ela. Do lado de contar, penso que ela merece a verdade, pois valorizo a honestidade, e talvez ajude ambos a superar o término. A realidade é que da perspectiva dela simplesmente nos afastamos sem motivo até terminar, enquanto da minha a culpa me corroeu até eu não aguentar mais. Até hoje não consigo me perdoar, e nem sei o que fazer com todos esses sentimentos. Eu sofri o suficiente pra perceber que minhas próximas relações tem que ser construídas em cima da honestidade para que eu não sofra, mas mal consigo construir novas relações. As vezes me dá vontade de voltar para a casa dos meus pais, implorar pelo perdão dela e não jogar fora a única conexão significativa que tive com uma guria além de minha mãe.
É foda, Reddit. Eu me sinto o vilão, e que pra qualquer vilão tem perdão, menos pra mim e pros meus pecados.
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2019.06.27 03:41 Zolku Brasil eu preciso de ajuda, de um conselho, sei lá, to desesperado.

Minha cabeça dói, tem um nó na minha garganta e meu peito parece que vai explodir.
Um pouco de contexto:
Quando eu tinha 20 anos eu fui estudar na UFSC em Florianópolis, 1.000km longe da casa dos meus pais no interior de SP, no meu segundo ano lá eu conheci essa menina, a quimica foi meio instantanea, a gnt trocava olhares nos corredores e tal, mas ela tinha namorado na época e eu tbm namorava outra garota.
6 anos depois, no ano passado, eu tava solteiro denovo ja fazia 2 anos e ela também estava, eu tinha largado a faculdade depois de uma crise de identidade fodida e tinha acabado de vender uma cafeteria lá que comprei com o dinheiro da herança do meu avô e trabalhado nela por um ano inteiro. Tinha acabado de decidir que depois de 7 anos morando sozinho e me virando como dava, tava na hora de recolher os sonhos e voltar a morar com minha mãe no interior de SP. falltando exatamente 1 semana pra eu me mudar de voltei, começamos a nos falar pelo instagram, descobri que ela tbm tinha voltado pra casa dos pais na cidadezinha do interior de SC daonde ela é e tinha aberto uma lanchonete lá, então tinhamos bastantem em comum, bem rapido nos apaixonamos e agora ja passou 1 ano, oficialmente namorando, mesmo morando longe conseguimos nos ver algumas vezes, ela veio pra cá e eu fui pra lá, nos viramos como da.
Por tipo um mês já as coisas não estão tão boas como costumavam ser, a lanchonete dela não ta indo bem e ela ta fechando as portas, vendendo as coisas e tal, e por cima disso a vó dela ficou bastante doente, ta cega, surda, não anda e precisa de alguem cuidando 24h por dia, essas ultimas semanas ela passou algumas noites acordada cuidando da vó. Então por conta disso tudo, a ultima vez que conseguimos nos ver foi em março, 3 meses atras, e a maioria das vezes que eu ligo pra ela, ela não me atende, desliga na hora, depois diz que ta ocupada, ou tem parente no quarto ou ta trabalhando e nunca conseguimos nos falar, eu sinto saudades da proximidade que tinha comela.
Mas eu acho que o núcleo do problema é que, desde que eu voltei a morar aqui, 1 ano atras, ainda não consegui achar um emprego, mando meu curriculo pra um monte de lugar e ninguem liga de volta, então passo meus dias sentado na frente do computador jogando video game e vendo videos. Eu não tenho um tustão então deixei de sair com os poucos amigos que ainda tinha aqui e acabei aos poucos me afastando deles, então acho que acabei colodando nela toda a necessidade de atenção que eu tenho, e com tudo que ta acontecendo lá, acho que ela ta sobrecarregada. Mas eu pedi pra ir pra lá, trabalhar na lanchonete, dar uma força. ajudar com a vó dela, até dirigir ela pros lugares, eu quero ajudar, mas ela diz que se eu for vai ser mais uma coisa pra ela ter que lidar e não quer que eu vá.
Eu a amo, com todo meu coração e todo meu amor, eu realmente amo, eu quero fazer dar certo, ficar velho do lado dela, construir uma vida, uma familia, ter filhos e tudo aquilo, é oq eu mais quero em todo o mundo.
Hoje de tarde começamos uma conversa que tomou um rumo pesado, meio que ela colocou as coisas em perspetiva, agora ela ta trabalhando mas quando ela voltar disse que vai me ligar pra conversarmos, eu acho que é isso Reddit, acho que ela vai terminar comigo, e eu to desesperado. O que poosso fazer pra melhorar as coisas e fazer dar certo?
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2019.06.23 18:27 rubnesio Top 10 melhores(PIORES) cenas MARCANTES do livro As Crônicas de Arian Vol.1, com CLÍMAX, SEM CENSURA e versão SURTADA, sem nenhum revisor

A review COMPLETA foi postada aqui: Link
Depois de muitos incentivos de amigos e do pessoal do Twitter, li finalmente a obra do Youtuber Marco Abreu, publicada ano passado, 2018, em versão digital. Admito não ter ido com expectativas positivas do que esperar. O autor já demonstra limitações textuais no seu blog pessoal, quanto a posts mal escritos e um vocabulário muito limitado, cheio de vícios de linguagens e erros ortográficos. Mesmo tendo essa noção, fui surpreendido (negativamente) por um produto literário de conteúdo horrível, preguiçoso e de péssima qualidade.
Primeiro, um “pequeno” resumo do livro:
Resumo da história
Sinopse: “Um garoto acordou sem suas memórias perto de uma estrada do Sul. Com ele, apenas uma espada em condições ruins, mas com propriedades anormais. Ajudado por uma família, e depois por membros de uma guild, ele logo constatou que todos que ficavam perto dele acabam sofrendo, e se isolou.
Felizmente, ele nunca estava sozinho, uma fantasma, estava sempre a seu lado. Nos seus momentos mais felizes, e nos mais tristes, ela sempre estava lá para apoiá-lo. E com ela, ele seguiu, em busca de um sentido para sua vida, e respostas para os mistérios que o cercavam.
Um dia, finalmente conseguiu uma forma de obter respostas sobre si mesmo, ao entrar em uma missão, que, teoricamente, era para ser simples. Mas a missão não era o que aparentava. O que começou como uma escolta, virou algo sem precedentes na história do seu mundo.”
Se você leu a sinopse acima, a impressão que fica é: o livro vai contar a história do Arian nessa missão, em busca do seu passado perdido, enfrentando perigos ao longo do caminho, correto? E se eu disser que a história PRINCIPAL só começa depois do capítulo 20, onde ½ do livro são arcos periféricos que não agregam em nada a narrativa? Pois então...Vou tentar ser muito sucinto nessa parte, até para não alongar muito o texto, que já está grande para um caralho.
Começamos o livro com um arco de apresentação. Até aí tudo bem, porque é o que se espera do começo de um livro. Introduzir os seus personagens antes da grande aventura que irão enfrentar. E a sinopse dá entender que iria começar o capítulo introdutório com o passado do protagonista após acordar na beira da estrada. Então...não é bem assim que acontece de fato.
O primeiro arco começa em um bar, a partir da visão do segurança(???) do local, com seus pensamentos descritos pelo narrador do livro (a escrita é em terceira pessoa). Você já começa a torcer o nariz com aquele mundo, graças a inserção de vários conceitos avulsos e perdidos que não condiz muito com a realidade relatada. Aquele universo lembra muito o período medieval/feudos da nossa história antiga/idade média. Porém, o que nos foi apresentado é um mundo em que temos:
· Um sistema militar hierárquico e organizado, onde temos patente e divisão de funções bem definidas.
· A função/emprego de segurança em locais privados como bares(não são militares e sim pessoas normais sem treinamento específico).
· Sistema econômico complexo (conceitos avançados) , com noções de valores e mercado financeiro (só faltou citar a inflação no livro).
Entre diversas coisas, que geram certa estranheza e uma bagunça dentro das próprias regras estipuladas nas descrições. Vamos relevar por enquanto essa confusão de ideias prosseguir com o livro.
Voltando ao resumo, esse primeiro arco é basicamente uma forma de apresentar a GRANDE FORÇA “OCULTA” que o Arian tem no quesito podeforça. E qual a situação que o autor escolhe para demonstrar isso? Uma cena de ESTUPRO 🤦‍♂️(já vou abordar esse assunto mais para frente). Tudo se passa com uma MEIA-ELFA (enfatizo a palavra, porque é a motivação principal do Arian são essas mestiças inter-raciais), junto com o segurança (namorado dela), em que ambos são atacados por militares MALDOSOS e SÁDICOS (adjetivos usados a exaustão para todos os vilões desse primeiro livro). São salvos pelo protagonista aparecendo no momento previsível e oportuno. Depois do resgate, o Arian parte para outra jornada. Acabou o primeiro e nisso, já foram seis capítulos do livro. Enfim, um arco ruim e tosco que só serviu para apresentar três personagens que são de fato úteis: o Arian, o Cavaleiro Negro que o auxilia no resgate e na batalha (falo mais sobre ele depois), e da (nome da fantasma que está na sinopse e esquecida pelo autor por quase todo livro).
Em seguida, temos um segundo arco cheio de clichês até no talo. Um TORNEIO DE COMBATE está acontecendo, com a óbvia participação do Arian, é claro. Para quem vivia reclamando de histórias shounen, são mais dos mesmos, criança como protagonista, e sei lá mais o quê, o próprio Marco utilizar a mesma estrutura de uma competição/torneio como arco seguinte da introdução, semelhante a Dragon Ball, Naruto, Black Clover, entre outros mangás famosos de porrada, é no mínimo esquisito, bizarro, para não dizer contraditório. E somos apresentados a mais três personagens no final do campeonato: Marko, Kadia (ela consegue ler as mentes das pessoas a sua volta) e Dorian que farão parte da party dele.
Já se foi quase 20 capítulos até aqui de 44 presentes no livro vol. 1. Estou perto da metade do livro e quase nada da sinopse foi citada ou trabalhada no enredo? Sim. Exatamente esse sentimento que fiquei conforme lia o livro. É uma enrolação que não chega a lugar nenhum, falando em termos de história que está sendo contada. Foi uma introdução GIGANTESCA e INFLADA para aparentar que o livro é rico em detalhes ou informações (que não é verdade), elevando o número de páginas sem uma boa justificativa para tamanha demora em entrar na trama principal. Parece um trabalho acadêmico e escrito por um universitário preguiçoso, que tinha um número de páginas mínimas para fazer, só que ele não estudou suficiente para isso, e enrolou preenchendo com dados inúteis para alcançar os requisitos exigidos para a entrega e avaliação.
Mas agora parecia que ia entrar na trama da MISSÃO IMPORTANTE dita na sinopse. Mais personagens foram introduzidos e dava a impressão que agora ia para o rumo central, do que supostamente o livro devia contar. Só que não é isso que acontece. A Kadia, personagem que citei anteriormente, decide ler a mente do Arian e temos MAIS TRÊS CAPÍTULOS SOBRE O PASSADO DO PROTAGONISTA. Tipo, já se passaram mais de vinte capítulos e não começou a missão principal ainda??? Sim. É isso mesmo. Mais uma fuga do tema para contar mais alguma história paralela sem função para o enredo principal. (Se fosse no Enem, era zero certeza)
Resulta que temos um terceiro arco sobre o passado do Arian, após ele acordar na beira estrada com a . Prefiro não detalhar esse trecho, porque dos supostos três capítulos que servem para desenvolver o Arian e o que aconteceu com ele, dois desses capítulos são dedicados exclusivamente a descrever cenas de ESTUPRO com muito “entusiasmo”. Nada do que é esperado de um arco que apresenta o background do personagem principal, foi feito aqui. Foram capítulos inúteis que só tinham o propósito de CHOCAR. Até existe uma tentativa elaborar um conflito interno do Arian, só que é jogado fora completamente, porque no presente(em relação ao livro), ele não sofre mais com essa indecisão mostrada nesse trecho. Mais tempo perdido de leitura.
E finalmente, depois de três histórias pouco produtivas, chegamos no quarto arco que é a missão de escoltar a Lara e um objeto poderoso. Já passou metade do livro, e a jornada só começou ali. Tranquilo. Parece que vai engrenar. E vou lendo, e lendo, e mais lendo e nada de interessante acontece. Não é exagero. São vários capítulos deles cavalgando e dialogando entre si, enfrentando uns bandidos fracos, conversando mais um pouco, portais bidimensionais abrem e sugando tudo ao redor(???), personagens se salvam do perigo, conversam mais ainda do que antes...São 8 capítulos dessa forma, onde não temos coisas acontecendo ou eventos que movimentam a trama. É só eles indo por uma estrada até seu destino.
Talvez, até o autor deve ter percebido isso, que o livro estava ficando chato, coisa e tal. Então, ele decidiu deixar as coisas mais EMPOLGANTES. E qual foi a tática que ele usou para movimentar a trama? Colocar mais ESTUPROS. Né...Insinuar estupros com crianças de 6 anos de idade não choca mais como antigamente(sendo irônico aqui).
Temos mais lutas para defender as MEIAS-ELFAS do destino cruel que é a escravidão e os abusos sexuais, mais poder “oculto” do protagonista, mais Cavaleiro Negro (ele surge do nada em diversos momentos do livro) na jogada e termina a batalha sem grandes consequências para ninguém.
Não satisfeito, o autor foge novamente da trama principal e insere uma side-quest, em que o Arian e a Lara vão fazer, com o objetivo de matar os mortos vivos que estão na floresta daquela região próxima. A missão que é mencionada como a PARTE A MAIS IMPORTANTE do enredo que modificaria o mundo, e que iria mudar o Arian para SEMPRE, foi novamente jogada para escanteio e o foco se voltou para uma parada nada a ver.
Nem sei se classifico como quinto arco, ou capítulos de fillers essa missão secundária, porque nada o que ocorre nesses capítulos, tem grande relevância ou repercussão nos personagens ou movimenta trama, dita como a central. É mais um jeito de enrolar e esticar uma história que podia ser contada em poucas páginas. Para acelerar o processo de resumir o livro, o arco é uma missão que começa fácil, complica a situação, aparece Goblins, rola MAIS ESTUPROS (Goblin Slayer manda um abraço), eles lutam com milhares de Goblins, são salvos por uma deusa que não apareceu em nenhum momento anteriormente no livro (Deus Ex Machina fudido), e voltam para o grupo principal para completar a missão. É isso tudo que acontece nessa missão. Temos mais algumas informações (inúteis) sobre o passado do Arian e só.
Percebi que está terminando o livro. Faltam menos de cinco capítulos e pensei: Assim que vai terminar? Vou complementar o meu apanhado dizendo que, desde do capítulo 37 até o 43, só são lutas durante toda a narrativa. Porque mesmo voltando para o grupo principal, a cidade em que estavam todos da party do Arian, sofria uma invasão liderada pelo Cavaleiro Negro. Sim! Aquele mesmo Cavaleiro que salvou o Arian em vários momentos do livro anteriormente. E descobrimos que esse Cavaleiro Negro era o melhor amigo do protagonista na época em que ele estava na Guilda da cidade que se hospedaram.
O que era para ser uma reviravolta de roteiro ou um plot-twist, acaba se tornando uma situação vazia, já que esse suposto amigo do Arian, aparece em duas páginas no máximo do livro e não é estabelecido esse suposto vinculo de confiança entre os dois. Só mais uma situação jogada ali para nada. E novamente, seguindo o padrão de resumo do livro: lutas acontecem, vários personagens aparecem, mais lutas, mais pessoas surgem do nada, mais lutas com descrições confusas, mais gente que aparecem do nada, lobisomens que podem se transformar em URSOS(???), gente voando para trás, se dissipando, humanos normais, (vocês vão entender o que foi isso mais adiante no texto), mais lutas, mitologia grega e nórdica, dragões bidimensionais, portais pandimensionais, deuses aparecendo do nada, mais lutas, pessoas (a party do protagonista) sendo salvas no último minuto por personagens aleatórios, mais Deus Ex Machina ali, mais lutas, mais um pouco de Deus Ex Machina que não foi o bastante...enfim. Foi uma mistureba de eventos, que aquele mundo caracterizado no inicio do livro, nem se parece mais com o que foi descrito no final. Tudo é inserido ali a moda caralho, sem trabalho de construir algo coeso e que seja factível para existência desses elementos naquele universo.
Logo após essa lambança, o último capítulo (44) é dedicado exclusivamente a explicações (que já deviam ter sido feitas nos capítulos anteriores) e informações que eram necessárias (ou não) para dar base a estrutura daquele mundo no livro. Mas imaginem por um segundo, vocês lendo uma monografia cientifica, em que o texto daquele documento, foi feito por completo no dia anterior às pressas pelo autor. Pois é. Nas crônicas do Arian, coisas são simplesmente ditas no final e que devemos aceitar porque o autor está dizendo. Foda-se que não faz sentido, ou que não foi estipulado anteriormente, ocasionando a impressão de “termina de qualquer jeito, porque não é um capítulo de luta”. Foda-se tudo que é importante para construir uma boa história.
E temos finalmente o epílogo, em que o Marco tenta fazer um “joguinho com leitor”, escrevendo sete mini histórias que ocorrem antes dos acontecimentos do livro, sem a menção dos nomes dos personagens principais durante a escrita, para que o LEITOR TENTE adivinhar “A QUEM PERTENCE AQUELE PASSADO”. O resultado é algo idiota porque, você utilizando um pouco lógica e a técnica de exclusão de opções, você já sabe quem é quem nesse epílogo medíocre. É uma tentativa fracassada de tentar terminar o livro de uma forma diferente do comum. Se não consegue nem fazer o básico, não inventa.
Comentários Gerais:Erros de português
Já esperava uma qualidade questionável quanto a escrita do livro, principalmente voltado a parte gramatical e semântico de forma geral, porém fiquei surpreso o que li(Sou horrível em português e ainda sim fiquei chocado). Primeira coisa a ser apontada foi a presença de 3 REVISORES para a publicação. Tem editoras grandes que nem conseguem duas pessoas para revisar os textos publicados em seus livros/mangás/revistas...imagina 3 pessoas para revisar algo. E quanto mais gente melhor, não é mesmo? Errado. Mesmo tendo distintas pessoas revisando a redação literária, incluindo o próprio autor que afirma ter revisado diversas vezes seu próprio texto, o livro ainda apresenta erros ortográficos gritantes. E não são poucos. São MUITOS. Chegando ao absurdo de ter mais de três erros grotescos na mesma frase. Contei 934 erros em 384 páginas, incluindo a parte dos agradecimentos, que também continha deslizes gramaticais. (Cheguei a contar até certo ponto certinho, mas me perdi na contagem, deixando passar outros erros sem adicionar no montante. Aposto que passa de mais de mil erros, sem exageros).
A variedade dos erros vai de frases começarem no plural, mudarem para o singular e voltarem para o plural (vice-versa) incorretamente, conjugação dos verbos nos tempos errados, ausência de acentos nas palavras, o uso excessivo das vírgulas em diversos momentos e da falta delas em outros (passa a noção que o Marco não sabe utilizar as vírgulas):
“...governava aquela área, e habitava, normalmente, um castelo, na maior cidade...”
É um exemplo de vários trechos semelhantes que o livro apresenta.
No entanto, esses não foram os destaques do conjunto de ERROS. Teve uma coisa que chamou mais a minha atenção: as repetições de palavras dentro de um pequeno trecho. Fica a dica para qualquer um, aspirante a escritor, que a diversidade do vocabulário é muito importante em um livro, para deixar a leitura mais natural e “fluída” para o leitor que irá consumir sua produção, tenha a experiência mais agradável possível enquanto ler seu produto. É tão bom ler linhas de um texto em que a narrativa é envolvente não só pela história sendo contada, como as palavras que estão sendo utilizadas para transcrever os cenários imaginados. É muito prazeroso.
Contudo, no livro do Marco, as restrições dos conhecimentos do autor em termos ou sinônimos de várias palavras, deixa a leitura truncada, cansativa e nada convidativa a continuar lendo, porque o leitor fica exausto por ter que parar a leitura e reler diversos trechos do livro, na tentativa de entender o que está acontecendo ali. Nas descrições das lutas, é um show de horrores. Como um autor tem a coragem de escrever uma luta dessa forma:
“Desvia, bloqueia, desvia, bloqueia, desvia, desvia...”.
É um cheat isso??? É um Fatality do Scorpion do Mortal Kombat??? Sei lá o que seja isso. DESCREVA A LUTA CARAMBA!
Ele adora muito a utilização de vários vocábulos. Gosta tanto, que utiliza diversas vezes a mesma palavra, e na mesma frase inclusive: “...fazendo com seu CORPO seja jogado para trás, abrindo diversas feridas em seu CORPO....eram muitos CORPOS caídos ali”. E nem é só a palavra “corpo” que ele repete direto. ”Mudando de assunto”, “Falando nisso”, “sendo jogado para trás”, “dissipou”, “capuz”, “bracelete”, “sádico”, “humanos normais”, “arremessado”, “vários metros para trás”, “força do golpe”, “chances de isso acontecer”(é quase o vídeo dele de chances de nova temporada de um anime qualquer)...tenho uma lista enorme de palavras que se repetem múltiplas vezes em diferentes trechos do livro. Destaque para os “humanos normais”, que parece ser a única métrica comparativa que o autor conhece para estipular um comparativo entre os níveis de poder dos personagens. “Ele é tão forte, que sua força é equivalente à de 5 humanos normais”, “Ela quebrou o escudo do seu adversário, que aguentaria a força de mais de 10 humanos normais.”, ”...aquele guerreiro aparentava ter a força de 8 humanos normais.”, seja lá o que for a força de um HUMANO NORMAL naquele mundo. Além de ser um comparativo vazio, já que a dimensão de forças é baseada em humanos (sendo que eles são humanos do nosso mundo, ou são humanos com outros fatores mágicos? não diz ou fica claro) que não foi detalhada ou descrita no livro, fazendo com que o leitor tenha que completar diversas lacunas deixadas pelo autor, em ambientar de forma mais clara, o que CARALHOS acontece ali. Falando em lacunas...
Personagens
Sou grande fã de desenvolvimento de personagens. Aprecio tanto, que diversas obras audiovisuais que curto, tem esse apelo ou essa característica marcante durante sua exposição dos eventos. E ler esse livro, onde TODOS OS PERSONAGENS SÃO UNIDIMENSIONAIS, me dá uma preguiça inacreditável.
– O protagonista está numa peregrinação em busca de salvar meias-elfas, levando-as para cidade prometida. E tem o passado do protagonista. – Alguém fã dele vai dizer.
Sim, temos o objetivo moral dele de resgatar as meias-elfas e do Arian que está buscando recuperar suas memórias perdidas. Mas e quando ele tem acesso a esses fragmentos importantes sobre sua história, o que acontece? NADA. O personagem não cresce ou se desenvolve de nenhuma forma ao saber dessa informação. Nem impacto ao redor é sentido quando coisas acontecem ou são reveladas. Todos os personagens são apresentados de um jeito e terminam o livro da mesma forma. Não temos arcos de construção, nem mudanças no status quo de alguém. Não temos nenhuma mensagem querendo ser passada durante a leitura, nem construção decente de interesses românticos aqui (coisa supervalorizada pelo autor).
Sabem os animes haréns, em que o protagonista sem graça, consegue atrair diversas gurias (as mais atraentes da região) para serem possíveis namoradas dele no decorrer da temporada? Então...acontece a mesma coisa nesse livro. Personagem apelão, não bonito, misterioso, CAPAZ DE ESPANCAR UMA MULHER QUEBRANDO SUA PERNA E BRAÇO (aconteceu no torneio), tem o seu CHARME para as personagens femininas dessa obra. Parece simplista? Com certeza é. Esqueça das camadas de personalidades que os humanos têm. Quanto mais clichê e simples for o personagem, melhor. Não interessa que o Arian gosta de meias-elfas (loiras, olhos azuis, corpo chamativo), nem dessa busca do próprio passado, ou do trauma que a Kardia tem com a morte da figura paterna dela. Nada ameniza a péssima construção de personagens, principalmente das femininas.
E falando nas personagens femininas do livro...
A banalização do estupro (e da violência geral com as mulheres do livro)
Já comento que não sou purista ou coisa parecida. Não me importo que tenha cenas de estupros ou de violências extremas com personagens femininas nos animes, filmes, novelas, seriados, ou outras formas de entretenimento. Sou critico quando essa situação é usada para BOSTA NENHUMA (SÓ PARA CAUSAR). Antes de começar a descer a lenha NESTA PORRA DESSE LIVRO (eu estava calmo, mas aqui não dá...), vou devolver qualquer replica ou contra-argumentos que possa vir sobre a minha opinião com apenas três perguntas. Essas três perguntas, é um teste básico (famoso) para ver se alguma obra utiliza a ferramenta do ESTUPRO de forma NÃO SEXUAL ou BANALIZADA:
  1. O estupro ocorre do ponto de vista da vítima?
  2. Essa cena de estupro, ela possui proposito de desenvolvimento da personagem em vez da trama ou narrativa?
  3. O abalo emocional da vítima é desenvolvido depois?
Se por acaso, durante a execução desse teste, houve UM NÃO como resposta para qualquer uma das três perguntas, podem ter certeza que a cena em questão, foi escrita só para CHOCAR de FORMA GRATUITA o espectador ou o LEITOR. Então, posso dizer que o livro do Marco Abreu, é uma síntese da MISOGINIA redigida em formato literário. É um NÃO para as três perguntas acima com facilidade, analisando o livro como todo e a representação dessas cenas que são mostradas.
Conforme eu ia lendo, não me chocava com o fato acontecendo em si, e sim da forma que foi descrita toda a violência. Primeiro de tudo, todas as 6 cenas de estupros do livro (sim, em apenas um VOLUME, temos tudo isso da utilização de artificio), ocorrem a partir da visão do Arian, personagem masculino. Já começa totalmente errado. Segundo, os estupros só tem a finalidade de servir como fator motivacional do protagonista para agir contra os agressores. As vitimas são deixadas de lado, para exaltação do feito heroico do nosso protagonista, HOMEM, em salvá-las do perigo. Terceiro, depois que são violentadas, as personagens NÃO APARECEM MAIS NO LIVRO. ELAS SOMEM. NÃO HÁ DESENVOLVIMENTO PARA ELAS E NEM CITAÇÕES POSTERIORES EM OUTROS CAPÍTULOS. Fica na mensagem: “Mais uma donzela é salva. Vamos para a próxima em perigo.”. É muito ruim isso. Quarto ponto, o EXAGERO NAS DESCRIÇÕES quando é uma mulher na cena, em comparação a um homem sendo agredido da mesma forma. Dou até um exemplo. No flashback do Arian, rola estupro da mãe e da filha de uma família que o acolheu quando ele perdeu as memorias. Mas o que aconteceu com o PAI da família? É simples. O vilão desse flashback tem “senso de justiça” e antes de começar a torturar as duas, ele vira para o pai e diz: “Você é muito bonzinho para ver o que vai acontecer daqui para frente”. Facada no coração dele e morre o HOMEM da família. Em um parágrafo, o pai é morto e o vilão, por ALGUM MOTIVO, executou o pai em vez de TORTURA-LO, terminando por aí a violência contra ele. Mas para AS OUTRA DUAS NÃO FOI ASSIM. É nojento, porque foram páginas e páginas de violência contra as duas, com as maiores descrições possíveis (da melhor maneira que o Marco consegue descrever algo), desde de dentes quebrados no soco, facada na perna junto com assinatura do agressor na barriga da vítima com uma espada, fratura no braço, estrangulamento, estupro, morte... É um capitulo inteiro dedicado a isso. Serve para alguma coisa??? PARA NADA. Só serve para chocar ou punheta do leitor (talvez do autor também, não descarto a possibilidade).
E quem dera se fosse só nessas cenas polêmicas. Até nas lutas, o lado “SADISTA” do autor aflora quando tem mulher na parada. “Ele toma uma espadada nas costas e cai morto no chão”, para o caso masculino. Simples e rápido. Agora para o outro gênero: “A espada perfura sua armadura atingindo seus peitos, com o agressor torcendo a bainha, fazendo com que a espada destrua seus órgãos internos, jorrando sangue e agonizando em dor. Ela tenta proteger seu amado enquanto é agredida em seu rosto por socos.” no caso feminino. Detalhado e exagerado. Tenho minhas dúvidas se ele não faz isso de proposito por causa de um rancor amoroso que ele teve no passado.
Também tem a forma que é introduzida todas as personagens femininas no livro. É de ficar batendo cabeça na parede de arrependimentos por ainda continuar lendo isso. “Kadia, com cabelos longos (tara do autor) e pretos, corpo escultural...”, “Lara, loira, olhos azuis, um corpo que chama a atenção dos demais homens enquanto passa.”, “Joanne, mesmo dentro de sua armadura(???), dava para ver sua beleza incomparável a de outras mulheres normais, com um corpo que exalta beleza.”. Já deu para sacar que o primeiro atributo descrito das personagens femininas nesse livro é seu corpo ou beleza. Supostamente, de acordo com o autor, temos personagens femininas fortes no livro. Só que o “forte” para o Marco é no quesito físico, porque NENHUMA DELAS tem características marcantes ou independentes a figura masculina. Nem no teste de Bechdel, as personagens passam. É idiota e superficial. Fica parecendo que estou lendo uma fanfic escrita por um adolescente de 12 anos que nunca interagiu com alguém do sexo oposto.
E puxando o assunto interações...
Diálogos
Aqui fiz um seção especifica para o desastre total que o autor faz pensando que isso seja um dialogo normal entre duas pessoas. Tem muitas conversas nessa história, até demais por sinal. Vai desde de diálogos expositivos onde os dois personagens sabem da informação ou o que está acontecendo, e mesmo assim verbalizam a situação explicando novamente o que houve, para até diálogos dignos de animes ecchi genéricos lançados por aí no Japão. Chega ao absurdo de ficarem três páginas inteiras discutindo sobre qual a raça de cavalo é mais rápida. PARA que quero saber isso?
No entanto, a parada que mais me irritou é a falta de naturalidade na fala de cada personagem. Explico o que eu quero dizer. Quando temos o conhecimento de como os personagens são, como adjetivos, vícios, problemas, comportamento, e outras partes que compõem a persona deles, adquirimos a noção de como o personagem irá falar. Se for tímido, ele vai falar pouco e ocasionalmente na história. Talvez até pausadamente, pensando duas vezes antes de se pronunciar. Se for extrovertido, vão ser linhas e linhas de falas dele, com uma desenvoltura mais solta ao se expressar e verborrágico ao extremo. São exemplos simples e fáceis de entender.
No livro do Marco não se tem isso. Todo mundo fala igual e da mesma maneira. Não há distinção entre um e outro. Se a narração não identificar quem está falando o que, você fica perdido durante a discussão. Apesar da ficha de descrição de cada um dos personagens ser uma linha única, na teoria são todos distintos entre um e outro. Entretanto, quando vão conversar, todos aparentam serem as pessoas mais racionais e calculistas do universo. Pensam demais, teorizam demais, explicam demais:
“Você é muito impaciente Lara. Não se precipite ao atacar”.
Duas linhas depois:
“Devemos atacar a caverna pelo lado direito, discretamente, e aguardar, até os Goblins saírem de perto das prisioneiras, derrubando um por um, assegurando a situação das mulheres – disse LARA”.
A mesma personagem que na teoria é a IMPACIENTE do grupo, arma um plano, calcula probabilidade, é fria/apática ao que está vendo, e tem toda a calma do mundo para explicar um plano para outros personagens sem partir para ignorância de uma vez. As personalidades de todos são iguais, sem distinção alguma. É algo nítido, visto o linguajar extremamente informal e racional que todos assumem na maior parte do tempo.
Em suma, se você já viu vídeos do Marco, vai perceber maneirismos, vícios de expressões e vestígios da personalidade dele nas falas dos personagens do livro. É praticamente o leitor acompanhando um grupo de personagens iguais ao Marco da vida, conversando entre um e outro, sendo os mais prolixos ao falarem, realizando uma missão de escolta para uma cidade qualquer.
Referencias (ou plágios???)
Referencias não é algo ruim. De maneira nenhuma. Muitas excelentes obras, partem de sua ideia inicial de outras histórias já contadas anteriormente. Ter algo para inspirar na sua criação, é bom para sua produção e desenvolvimento.
Não posso dizer que o livro do Arian fez isso de forma “saudável”. Apesar de apresentar algum diferencial em sua estrutura, têm muitos elementos copiados de outros animes ou filmes bem descarados. Desde do passado do Arian, ser extremamente parecido com a do Goblin Slayer, à personagens serem muitos parecidos com obras favoritas do autor, como Akame Ga kill, SAO, Tate no Yuusha,...Tudo é muito familiar, chegando ao ponto de deixar todos os eventos do livro previsíveis. Cheguei a tuitar enquanto lia o livro, chutando o que iria acontecer mais para frente e quase todas as vezes eu acertava o que ocorria, porque tudo era manjado. No momento em que você já assistiu a maioria dos animes citados acima, tudo parece mais do mesmo. A história contada aqui, não tem identidade própria.

Fiz uma seção especial para a personagem, para fazer uma simples pergunta. QUEM É ?
-Ué, mas você não leu o livro?
Li, e é por isso que surgiu a minha dúvida. Ela SUPOSTAMENTE é importante para o protagonista e RELEVANTE para o enredo do livro, conforme citada na sinopse. Então, por que ela não faz NADA durante o livro? Ela serviu para alguma coisa, além de ser um “alivio cômico” em momentos pontuais? Não é atoa que ela é um fantasma, já que ela é invisível até mesmo para o autor que esquece de mencionar ou narrar o que ela está fazendo. Ela só é lembrada quando o Arian está abraçando alguma mulher, e ela faz cara de emburrada (piada de comédia romântica) ou quando o PROTA está ferido gravemente, e ela tem o semblante de preocupação. Só nessas ocasiões que lembram que ela existe e que precisa interagir com a situação. Fica ainda mais crítico depois que começa a batalha dos Goblins. Um quarto do livro ela some, mesmo tendo sido dito que a fica grudada com o Arian 24 horas por dia. Nem citada o que está acontecendo ao redor dela ocorre durante as descrições das lutas. Ela é totalmente descartável nesse primeiro volume. Ela estar ali ou não, faz diferença nenhuma para o enredo. E que nome é esse? É uma tag HTML?
Mais alguns detalhes incomodativos
Vou fazer uma lista para agilizar, até porque já passou de 4 mil palavras e estou tentando colocar tudo nesse texto, o que eu não curti durante a minha experiencia de leitura das Crônicas de Arian.
· A tara do protagonista com Meias-Elfas (alvos primários dos estupros no livro). A justificativa é porque elas não são puras no quesito racial e vivem na margem da sociedade. Porém, só acontece a desgraça com elas. Os MEIOS-ELFOS nem citados são, os coitados.
· Duas páginas escritas para inserir a informação de que bosta de cavalo serve para espantar os Goblins do local, e isso não ser utilizado para nada até final do volume. Foi só encheção de linguiça.
· A alternância de visões dos personagens no foco narrativo entre os capítulos. Não fazia diferença se o capítulo era na visão do Arian ou da Kardia, ou do Dorian, ou da Lara. Tudo levava para o mesmo resultado, sem ter nenhum tipo de aprofundamento enquanto fazia esse tipo abordagem.
· A utilização de palavras pouco usuais da língua portuguesa. Ele ia de uma escrita informal, para formal, depois para cientifica, e seguida voltava para informal. E vários momentos que ele empregava termos mais complexos, de maneira totalmente errada. Se não se garante nem no básico, não arrisca no difícil.
· “Chances baixas de ganharmos.”, “Ele tem chances baixas de vencer”, “As chance são baixas de sobreviver”...era um saco isso a toda hora. Parecia que estava vendo um vídeo do Marco de “Chances de nova temporada para anime tal”.
· As frases filosóficas baratas: “Não tenha medo de errar, repita até ficar melhor, e saiba admitir a derrota.”, “A morte não te ensina nada. Mas se permanecer vivo, pode aprender com seus erros e saber como ganhar da próxima vez”, “Confie em mim, entendo de mulheres, se não se impor um pouco, ela nunca vai te ver como homem. Agora vai lá e joga umas verdades na cara dela, e não aceita um não como resposta”. E são muitas frases. Todas idiotas e nada fica de aprendizagem delas.
· As regras econômicas daquele mundo. Você ganha 100 moedas de bronze por dia trabalhado. Com 10 moedas de bronze não é possível nem comprar um pão, porém com cinquenta moedas, dá para comer bem durante o dia todo(???). Não foi afirmação minha, está descrito no livro. Além de nenhuma noção de economia, o real valor das moedas é um foda-se gigante. Se não tem condições de elaborar um sistema monetário decente, não menciona.
· As insinuações sexuais com crianças. Há cinco momentos no livro que isso acontece e é complicado. De novo, quando aparece isso, você fica refletindo o motivo de continuar lendo o livro.
· O esquema de “pagamentos”. É igual Darker Than Black (quando ativa o poder, tem que fazer algo em troca), só que aqui é pior. A Kadia tem o pagamento de se masturbar(???). O Marko, personagem, tem que transar para fazer o pagamento. A Lara vira uma LOLI (linda, de acordo com livro) como pagamento. Só coisas escrotas e sem função narrativa. Eles não podiam só ficar exaustos quando utilizassem muita mana? Tinha que ter essa mecânica de pagamento?
· O código de barra da missão. Maluco chega numa vila ISOLADA, longe da cidade e me mete essa: “Viemos pela missão 568844EW” WHAT??? QUE BAGULHO É ESSE? É uma chave única de acesso a algum banco de dados? É senha de segurança de cartão de crédito? É a senha automática gerada no caixa eletrônico quando você vai sacar dinheiro? Que negócio ATUAL. Eles estão em um mundo MEDIEVAL, onde não tem comunicação ou troca de informações em tempo real, porém cada missão criada no planeta inteiro, vai ter uma ID única, referente ao local que foi estipulada, e vai valer para todas as cidades, ao mesmo tempo? Como eles validam isso? Que controle eles têm, sendo que não tem um servidor para fazer essa operação? QUE PORRA FOI ESSA?
· Há duas menções, bem rápidas, ao homossexualismo no livro inteiro. A primeira foi durante o primeiro estupro, onde o chefe/vilão do momento se vira e fala para seu capanga: “Você não gosta de homem? Vai se divertir com o segurança desmaiado”. Momento seguinte, o Arian chega e mata todo mundo. Segunda menção foi uma piada que soltaram no quarto arco: “Se fosse um menino de seis anos, aí deveríamos ficar preocupados”. O dialogo se refere a um amigo do Arian, gay, que recebeu a missão de escoltar uma garota de seis anos para a cidade prometida. Basicamente, a imagem de pedófilo/estuprador pode ser associada aos gays por tabela, junto com a mensagem de preconceito sendo passada. NADA machista e preconceituoso. IMAGINA. Só é IMPRESSÃO.
Conclusão
Já dá para notar que não vou recomendar o livro a ninguém. Principalmente, partindo do principio que ele está sendo cobrado para ser adquirido legalmente. Tem no site também, mas a forma comercial está valendo para essa comparação que estou fazendo aqui.
Existem muitos problemas nesse livro, e vários desses poderiam ter sido facilmente resolvidos se tivesse alguém, ou algum editor que confrontasse o autor, demonstrando onde precisa ser melhorado, apontando onde é necessária uma reescrita, tentar novas abordagens na história, etc. Porque parece que o editor é um limitador, censurador, que restringe a criatividade do autor, sendo que na maioria das vezes, ele está tentando ajudar o escritor a organizar melhor suas ideias e sugerindo melhores formas de coloca-las no papel.
A ausência desse tipo de pessoa nessa publicação independente, é muito sentida. O livro é uma bagunça. A ideia central da história está perdida num montante de conceitos jogados ali de qualquer forma, personagens sem desenvolvimentos adequados, repetições de conflitos ou de problemas enfrentados pelo grupo principal (estupros), a falta de preparo e de revisão ortográfica que atrapalha demais a leitura, a falta de originalidade para que transformasse o livro em um diferencial entre os demais, e o principal problema que é a falta de noção dos próprios defeitos que o Marco tem como escritor. Os comentários dele no final do livro deixa nítido a situação. Ele admitir que escreve mal não é o bastante. Durante todo o volume 1, não percebi nenhuma melhora ou tentativa de mudanças. Parece que está falando só dá boca para fora, mas não está fazendo nada para corrigir esse defeito. Só treinar escrevendo, não ajuda em nada. Tem que estudar sobre o assunto, se aprofundar em conceitos de como construir uma boa história, ler outros tipos de livros, memorizar as regras da língua portuguesa (muito importante para ele) e não só ter a noção/consciência dos defeitos, e ainda assim continuar repetindo eles durante a escrita do livro.
Não recomendo ninguém a comprar ou ler o livro As crônicas de Arian volume 1. Nem por diversão vale o tempo.
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2019.05.06 10:17 The-Old-Onee Meu primeiro relacionamento

A história do meu primeiro relacionamento foi algo que me marcou por um bom tempo. Até hoje, talvez.
Essa história pode não interessar muitas pessoas, mas aos que se interessarem, sejam bem vindos.
Tudo começou aos 6 anos de idade. Por isso, não esperem bastante maturidade vinda de mim. Na época em questão, eu havia acabado de me mudar com a minha família, e tinha entrado em uma escola pública. Foi nessa escola que encontrei a garota que viria a gostar.
Eu sempre vi muitas garotas bonitas em minha vida, mas nunca prestei muita atenção nelas, entretanto, algo me chamou atenção nessa garota. A propósito, pensei que poderia ser a sua beleza, mas isso não faria sentido por conta do fato anterior.
Sem nem mesmo conhecer um pingo de sua personalidade, eu acabei tendo a segunda paixão da minha vida, mais forte que a primeira.
Primeiramente, devo admitir que eu ficava muito sem jeito perto dela. Por isso, me impressionei comigo mesmo sobre como consegui pedir o seu telefone. As conversas eram inocentes, foçadas no meu herói de infância: Sonic.
Por favor, não ria.
Tive a sorte de descobrir que ela também era fã do Sonic, e isso unia as nossas conversas. Sem contar as minhas piadas sem-graça que sempre arrancavam um riso dela.
Depois de um tempo, as conversas terminaram. Não pude ligar para ela por um tempo, e logo perdi o seu número de telefone. Tímido, com vergonha de pedir novamente seu numero, aquela foi a última vez que eu conversei com ela no Ensino Fundamental.
Da segunda até a quarta série, eu estive gostando dela. Observando-a de canto, escrevendo seu nome em minhas coisas, imaginando um futuro promissor, até mesmo sendo motivado a ir para a escola simplesmente para ver o seu rosto. Uma criança apaixonada.
E com um óbvio mas bem escondido ciúmes quando rumores (falsos, no caso) de que ela namorava com o garoto mais inteligente da sala, começaram a surgir.
Eu, parabenizei ela por isso, mas amaldiçoei o garoto milhares de vezes, por dentro.
É uma das últimas vezes que lembro de ter dito algo para ela.
Quando passei para a quinta série, a escola escolheu uma nova escola da qual frequentaríamos, pois não tinha recursos para ter uma quinta série e além.
Fomos para a mesma escola.
Mas nada mudou, ficamos em salas diferentes. Nenhum dos meus amigos estavam ali, e para piorar, pelo meu jeito, passei a sofrer ofensas por outros colegas, das quais nunca me fizeram bem.
Ali, minha autoestima desmoronou completamente.
Eu sempre via ela algumas vezes, andando pelo pátio com os amigos, e talvez uma coisa que nunca cessou, foi minha paixão por ela.
Me lembro de um dia estar num evento de Festa Junina na escola. Cheguei cedo com a minha mãe, sentei em um banco no meio da praça, e ela sentou um pouco à frente. Queria falar com ela, mas nunca soube como começar.
Quando notei, ela se juntou com seus amigos, a conversa nunca aconteceu. Mas teria mudado algo afinal?
No meio daquele ano, eu me mudei mais uma vez. Dessa vez, fui para longe. Agradeci, nunca mais iria ver os retardados dos meus colegas, e como minhas notas eram baixas, não tinha o que perder.
Um dia, então, bem longe dela, passei a usar o Facebook. E por coincidência, encontrei o Facebook dela. Adicionei, e foi ali que a magia passou à acontecer.
Inicialmente, não me lembro de como ocorreu a primeira conversa, mas devo ter me apresentado, para ver se ela se lembraria de mim. Uma coisa que memorizo, entretanto, eram as sensações estranhas na minha barriga.
Eu devia ter o que? 9 ou 10 anos?
Fomos conversando, até chegar o dia da qual disse para ela como me sentia. Praticamente, disse que gostava dela. Nosso relacionamento nunca piorou, mas também não melhorou.
(Ps: uma das coisas que devo ressaltar, é que eu basicamente tinha medo da forma que ela reagiria. Por isso, nunca me declarei pessoalmente. Maldita covardia!)
Eu tentava sempre agir como um bom amigo. Tentava dar conselhos - me colocando no lugar dela - sempre tentava diverti-lá, no caso, sempre tentando encontrar um jeito de conquistar ela, até o dia que ela também passasse a gostar de mim.
Eu tentei ser o cara perfeito. Se eu consegui? Eu não faço a mínima ideia.
O tempo passou, e ela passou a ficar com outras pessoas. Quando ela ficava mal, eu sempre tentava animar ela. O ciúmes não era algo tão presente, pois no caso, eu só ficava interessado no bem-estar dela. Seus namorados eram um detalhe que eu procurava esquecer.
Enfim, um dia, o meu ciúmes me levou à entrar em discussão com um de seus amigos íntimos. Com esforço, eu consegui quebrar o relacionamento deles (isso soou tão mal).
A propósito, no início, ela falou que não terminaria com ele. Por isso, me senti inútil, e me afastei por um tempo. Bem decepcionado.
Quando voltei, ela havia me agradecido por ter ajudado a tirar o cara da vida dela. Nunca soube o porque, ela nunca me disse.
Enfim, nos reaproximamos, é nosso relacionamento evoluiu um pouco. Não tanto quanto eu gostaria.
Então, eu cometi um erro. Um grande, enorme, e fodido erro.
Basicamente, minha pessoa se cansou de ser o amigo consolador, e passou a ser mais impaciente com a situação. Então.. eu, com o meu jeito covarde de ser, chamei a própria pessoa que eu gostava, de oferecida.
O pior, foi em um post público. Com a clara intenção de humilhar.
Entramos obviamente em discussão, uma briga que nos afastou por um ano inteiro. Talvez, o melhor teria sido apenas conversar com ela e dizer o que sentia. Mas fui imaturo e inconsequente (sei que é praticamente a mesma coisa).
Depois que um ano se passou, eu tentei me reaproximar. Mas como dizem, um relacionamento é como uma folha de papel. As brigas amassam esse papel, e independente do que faça, ele nunca retornara ao que era antes.
Ela estava brava, brava com alguns amigos também, e eu acabei chegando nela situação. Basicamente, eu apenas tentei me desculpar.
Não me lembro, a propósito, se eu consegui. Mas depois de um tempo, acabei me afastando novamente.
Quando ganhei o meu primeiro celular, eu instalei o WhatsApp, e como não tinha muitos Contatos, pensei em adicionar algumas pessoas.
Eu já tinha ela como amiga, então pensei, porque não?
Aqui chegamos no terceiro e último arco dessa historia.
Pedi o seu número, e foi incrível como nossa relação prosseguiu x 0. Eu continuava sendo o mesmo amigo consolador, mas dessa vez, ainda mais apaixonado.
Consolei, ajudei, aconselhei, fiz tudo para ver ela feliz. Por mais que eu fosse um idiota completo, ainda tinha a felicidade dela como prioridade. Mesmo após anos.
Algo que devo citar, è ela dizer que na verdade sempre me amou, e na ocasião, namorou com outros caras simplesmente para me esquecer.
Eu não acho que precise afirmar que sempre estranhei aquela história, certo? Afinal, anos atrás, a mesma me trocou por outro cara.
Voltando ao assunto..
Foi então, que tendo ainda mais impaciência, eu falei o que queria falar há bastante tempo.
Por favor, porra, fica comigo?
(Ps: sim, foi virtual) (Ps2: não foi com essas palavras, obviamente) (Ps3: essa não è a sigla para PlayStation 3)
Ela aceitou, ótimo, não?
Os primeiros dias sendo seu namorado, mesmo que virtual, foram realmente maravilhosos. Acordar, e receber um bom-dia da pessoa que ama. Áudios, dizendo coisas carinhosas.. cada ação que te conquistava...
Os seis anos correndo atrás daquela garota valeram a pena naquele momento.
Obviamente, meu ciúmes aumentou. Quando ela falou que seu ex havia pedido uma foto dela para colocar como uma capa no perfil, eu não aguentei. Simplesmente dei um xilique.
O ciúmes realmente não è uma coisa saudável em situação alguma. Que sensação terrível..
Um mês depois, eu cometi outro grande erro.
Em um resumo, estávamos fazendo ciúmes um para o outro. Acontece que eu foi bem mais pesado, e não respondi ela por um tempo (1 hora).
Eu havia dito que estaria com outra garota, achei que a situação terminaria bem naquela noite. Vacilo meu.
Ela ficou completamente com ciúmes, não sei como a conversa seguiu, mas terminou com o fim do meu relacionamento com ela, e lágrimas silenciosas na noite.
Eu mesmo, terminei o relacionamento que demorei anos para construir.
Apesar de que o motivo do término foi outro. Basicamente, ela ainda gostava do ex, e eu, sabendo que não conseguiria dar para ela o que ela queria, libertei ela de mim.
Pode ter sido uma atitude meio corna. Mas sério? Eu nem sabia da existência dessa palavra.
Eu voltei a ser o amigo consolador. Mas agora, meu amor por ela começou a esfriar bem depressa.
Eu passei a evitar suas mensagens, responder apenas dias depois, fui me afastando sem notar.
Nesse tempo eu comecei a ficar mais quieto pessoalmente, motivos? Leia mais a frente.
Um dia, dando mais uma chance ao amor, eu tentei reatar com ela. Mas as palavras que me atingiram foram pior do que qualquer merda que eu possa imaginar.
“Eu te considero como um irmão”
Tipo... è sério isso?
Sim, è.
Como se eu sentisse que um buraco negro tivesse surgido no meu peito, um desespero tão grande, a sensação de rir de descrença enquanto chorava.
Era assim que as garotas dispensavam os caras agora?
Um simples não seria menos doloroso do que aquela resposta.
Eu sei que sou um completo babaca, fiz muita merda. Mas aquilo nunca tirou o meu direito de se sentir triste.
O resultado? Eu me afastei completamente dela.
O fim do meu relacionamento me trouxe uma resposta interessante: nada è como você pensa que vai ser.
Talvez, se essa história fosse um simulador de namoro, eu com certeza estaria vivendo o final ruim.
Se eu tivesse tido mais coragem no passado, e me declarado, talvez as coisas teriam sido diferente.
Quem sabe eu estivesse feliz hoje.
O foda disso tudo, foram os problemas familiares que por baixo sempre foderam com a minha mente.
Brigas o tempo todo, ameaça de divórcio, o xingamento pelos colegas, até mesmo ser traído pelo seu melhor amigo, essas coisas fodem com a cabeça de uma criança que nunca teve tantas dificuldades na vida.
(Apenas para avisar, éramos da classe baixa, graças ao meu pai, e ao meu bom Deus, conseguimos ir para a classe média. Mas desde lá de baixo eu já não sofria muito com isso)
Enfim, passaram-se os anos, ela começou a gostar de outras pessoas, e eu de outra pessoa. Um dia, entretanto, quando fui excluir meu facebook, eu encontrei nossas antigas conversas, que me acenderam uma pergunta:
Será que a culpa era minha?
De certa forma, sim. Minhas escolhas nos trouxe até aqui.
Por um bom tempo, eu vivi com aquilo na mente, até tomar coragem para enfim pedir desculpas.
Eu senti que precisava fazer aquilo para conseguir continuar vivendo em paz comigo mesmo.
Após anos, eu conversei com ela novamente. As respostas foram frias, diretas e mais cortantes do que Trimontina, mas eu aguentei.
A minha última conversa com ela, foi pedindo desculpa pelos meus erros. Se ela aceitou? Eu não sei.
Mas eu tentei. Mesmo que isso não viesse me trazer absolutamente nada de bom.
E esse è o final da minha história, sobre o final do meu primeiro relacionamento.
Aprendi com meus erros? Talvez, mas continuou um grande idiota que se esforça em aprender com as próprias merdas.
Mas agora digo isso para você, que está com vergonha de se declarar para seu amor secreto: simplesmente faça isso.
Se declarar pode ser algo difícil, pois você estará literalmente abrindo o seu coração sem a certeza de que será correspondido.
E quem saiba, esteja apenas se preocupando atoa, e tenha sim grandes chances,
Mas vai por mim.
Às vezes, è muito melhor receber um “não”, do que viver um futuro estruturado pela sua falta de coragem em dizer o que sente.
A vida è curta, mas o arrependimento è eterno. Por isso, apenas faça. Vá em frente, e se o garoto ou a garota apenas recusarem, não fique para baixo.
O mundo è feito de pessoas maravilhosas que podem te trazer a lua se você quiser. Basta você ter esperanças e nunca desistir do amor.
Enfim, aqui me despeço, e mais uma vez:
Não queiram viver o final ruim desse simulador de namoro que è a vida amorosa. Vá em frente, e corra atrás do que você quer.
Porque no final, aqueles que não desistem, sempre triunfam.
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2019.04.20 11:24 AlulimOfEridu Homem amando (Tradução: Men in Love - therationalmale.com)

Tradução de https://therationalmale.com/2012/09/10/men-in-love/
Dalrock postou algo interessante semana passada - "Ela é a Vítima" - e como é natural da conversa do Dal o post serviu como o tronco para vários ramos de discussões interessantes. Starviolet, um comentador regular (alguns diriam troll) postou o que parecia ser uma questão inócua:
Os homens são realmente incapazes de perceber se uma mulher não o ama?
Como seria esperado, as respostas masculinas para esse comentário e para os que vieram em seguida variaram de leve irritação sobre a inocência dela até descrença na sinceridade dela a respeito dela "querer saber". Contudo, seu espanto original sobre se os homens sabem de fato quando uma mulher não os ama, eu acho, carrega mais peso que a maioria dos caras (mesmo os caras na manosfera) percebe. Então eu pensei em recontar meus comentários e a discussão ali.
Os homens são realmente incapazes de perceber se uma mulher não o ama?
Sim, eles são incapazes.
Por quê? Porque os homens querem acreditar que eles podem ser felizes, e sexualmente satisfeitos, e apreciados, e amados, e respeitados por uma mulher pelo que ele é. São os homens os românticos de verdade, não as mulheres, mas é parte do grande projeto da hipergamia que homens acreditem que as mulheres são as românticas.
Hipergamia, pela sua natureza, define o amor para as mulheres em termos de oportunidade, deixando os homens como os únicos juízes objetivos do que seria amor para eles. Então sim, homens não conseguem perceber quando uma mulher não os ama, porque eles querem acreditar que as mulheres podem amá-los das formas que eles pensam que elas são capazes.

Regra de Ferro do Tomassi #6

Mulheres são incapazes de amar os homens da maneira que os homens idealizam ser possível, de uma maneira que ele acha que ela deve ser capaz de amar. Da mesma forma que mulheres não apreciam os sacrifícios que espera-se que os homens façam para facilitar os imperativos delas, elas não conseguem concretamente amar como um homem gostaria de ser amado por elas. Esse não é o estado natural das mulheres, e no momento em que ele tentar explicar seu amor idealizado, esse é o ponto em que a sua idealização se torna a obrigação dela. Nossas namoradas, esposas, filhas e mesmo mães são todas incapazes desse amor idealizado. Por mais que seria legal relaxar, confiar e ser vulnerável, sincero, racional e aberto, o grande abismo é ainda a falta de habilidade por parte das mulheres em amar os homens da forma como eles gostariam de ser amados.
HeiligKo responde:
Certo, eu continuo com a esperança de que sua regra #6 esteja errada, mas ela não tem se mostrado dessa forma. Então seria a grande mentira que os homens não sentem falta que as mulheres lhes possam prover isso, mas que nós não investimos essa energia em companheiros homens? Que nós não encontramos homens com quem possamos ser vulneráveis, de forma que nos preparemos emocionalmente para os julgamentos que as mulheres criarão em nossas casas. Seria isso o porquê de tantas mulheres tenderem a isolar seus maridos ou namorados de seus amigos homens cedo no casamento ou namoro?
Assumindo que Starviolet estivesse genuinamente confusa (e eu estou meio tendendo a achar que ela está) essa é exatamente a fonte da confusão da Starviolet. O solipsismo feminino faz com que elas não percebam sequer que os homens teriam conceitos diferentes de amor do que a forma como uma mulher percebe o amor. Por isso a questão dela "Os homens são realmente incapazes de perceber se uma mulher não o ama?".
Eu não acho que seja necessariamente uma "grande mentira", é apenas uma falta de mutualidade no conceito de amor de cada gênero. Se é uma "mentira", é uma que os homens preferem contar a si mesmos.

Preenchendo a Lacuna

Mais tarde na discussão, Jacquie (que é uma das duas escritoras mulheres linkadas no meu blog) trouxe outro aspecto interessante de como resolver a falta de mutualidade no conceito de amor entre os gêneros:
Se vai além da capacidade de uma mulher, então mesmo que ela reconheça a incapacidade em si mesma, não haveria forma de compensar? E se uma mulher realmente quiser ir além disso? Ela deve apenas considerar isso uma questão sem solução e não fazer nada? Ou seria algo que ela deveria lutar continuamente com a esperança de que ela pelo menos possa chegar perto desse amor idealizado? Isso já seria demais para que ela sequer compreenda?
Como eu disse para HeiligKo, é mais uma falta de mutualidade no conceito de amor de cada gênero. A questão da Starviolet sobre se um homem pode determinar quando uma mulher não o ama vai muito mais fundo do que ela imagina. Eu acho que muito do que os homens passam durante seus dias de beta pílula azul - a frustração, a raiva, a negação, a privação, a sensação de que ele comprou uma fantasia que jamais foi concretizada por nenhuma mulher - tudo isso se origina numa crença fundamental de que alguma mulher, qualquer mulher, por aí sabe exatamente como ele precisa ser amado e tudo que ele precisa fazer é achá-la e incorporar o que o disseram que seria o que ela esperaria dele quando ele a encontrar.
Então ele encontra uma mulher, que diz e mostra a ele que ela o ama, mas não da maneira que ele imaginava todo esse tempo em sua cabeça. O amor dela é baseado em qualificações e é muito mais condicional do que ele foi levado a acreditar, ou se convenceu, de que o amor deveria ser entre eles. O amor dela parece dúbio, ambíguo, e aparentemente, pode ser perdido fácil demais em comparação ao que ele foi ensinado por tanto tempo sobre como a mulher o amaria quando ele a encontrasse.
Então ele gasta suas energias monogâmicas para "construir o relacionamento" deles, tranformando-o em um onde ela o ama de acordo com seu conceito, mas isso nunca acontece. É uma eterna busca em manter o afeto dela e cumprir com o conceito dela de amor, enquanto faz esforços ocasionais para trazê-la para o conceito de amor dele. O constante apaziguamento a ela para manter os conflitos amorosos dela com a carência de como ele gostaria de ser amado é uma receita hipergâmica para o desastre, então quando ela deixa de amá-lo ele literalmente não sabe que ela já não o ama. Sua resposta lógica então é pegar as velhas condições do amor que ela tinha por ele quando eles começaram a ficar juntos, mas nada disso funciona agora porque elas são baseadas em obrigação, não desejo genuíno. Amor, como desejo, não pode ser negociado.
Demorou muito, e foi uma parte muito difícil em me desplugar quando eu finalmente me reconciliei com o fato de que o que eu pensava sobre amor e como ele é demonstrado não é universal entre os gêneros. Eu tive que tomar doses de dolorosos tapas na cara da realidade para sacar, mas eu acho que eu tenho um entendimento mais saudável agora. Foi uma das verdades mais contraditórias que eu tive que desaprender, mas ela mudou fundamentalmente minha perspectiva das relações que eu tenho com a minha esposa, filha, mãe e meu entendimento das minhas namoradas anteriores.
Se vai além da capacidade de uma mulher, então mesmo que ela reconheça a incapacidade em si mesma, não haveria forma de compensar? E se uma mulher realmente quiser ir além disso? Ela deve apenas considerar isso uma questão sem solução e não fazer nada?
Eu não acho que seja necessariamente impossível, mas a mulher teria que ser autoconsciente o bastante de que homens e mulheres têm conceitos diferentes sobre o amor ideal para começo de conversa, o que é improvável. O maior obstáculo não é tanto a mulher reconhecer isso, mas sim os próprios homens reconhecerem isso. Então, hipoteticamente sim, você poderia, mas então o problema se torna um de genuinidade desse desejo. Amor, como desejo, só é legítimo quando é não coagido e não obrigado. Homens acreditam no amor pelo amor, mulheres amam oportunisticamente. Não é que algum dos gêneros é adepto a amor incondicional, é que as condições do amor para cada gênero são diferentes.
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2019.04.10 22:39 itsvictornunes Hoje eu terminei meu relacionamento de 8 anos

Essa semana eu resolvi colocar minha vida nos eixos novamente e a parte mais difícil não foi nem de longe escolher qual rumo dar pra minha vida acadêmica. A parte mais difícil é dizer pra pessoa que foi meu porto seguro, meu companheiro, meu melhor amigo e namorado que após 8 anos maravilhosos de um relacionamento belíssimo que eu não o amava mais, não do jeito romântico.
Eu o conheci no comecinho de 2011, eu tinha 18 anos e postei no Facebook (que na época ainda meio que engatinhava no BR frente ao finado e insuperável Orkut) um trecho da letra de uma musica que eu gostava muito na época, ele disse que conhecia e a partir dai passamos a conversar e nos conhecer melhor.
Marcamos nosso primeiro encontro num Motel pq eu não tô aqui nessa vida pra perder tempo kkk, foi incrível, ele me pediria em namoro semanas depois e ai eu começaria uma das fases mais felizes da minha vida.
Durante esse anos dividimos angustias,tristezas, alegrias e conquistas. Nos tornamos confidentes e o melhor amigo um do outro, viajamos, crescemos e aprendemos.
Já faz algumas horas que tomei a decisão e fiz a ligação pra dizer as palavras que já venho treinando há tempos. Quando disse pra ele que não o amava mais "como namorado" ele foi de uma dignidade tremenda, eu chorava de alivio e de tristeza pq eu queria muito, muito amar ele e construir uma vida ao lado desse cara pq ela é uma pessoa tão especial, ele foi tão bom pra mim, mas eu não mando no meu coração e não é justo com ele nem comigo seguir desse jeito, nós sempre fomos honestos um com o outro e mesmo agora não seria diferente.
Foi tão bonito, nós terminamos com a mesma honestidade que começamos, eu agradeci ele por tudo, ele também me agradeceu. Vamos dar espaço um para o outro pra podermos processar e separar bem as coisas de agora em diante, tenho que viver meu luto também, tenho que aprender a viver num mundo em que ele não vai estar mais ali pra me salvar quando eu precisar, tenho que desfazer alguns laços, daqui há um tempo comunicar minha família, vai ser difícil, meu coração dói demais, mas isso faz parte da vida não é? Eu preciso crescer.
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2019.02.19 16:47 JesseAmaro77 ROADMAP - Os próximos 3 meses do SCUM

ROADMAP - Os próximos 3 meses do SCUM

ROADMAP - Os próximos 3 meses do SCUM


Olá pessoal!

Estamos à espreita em toda a Internet para ver o que vocês têm a dizer. Lembre-se, isso não é uma novidade. Nós fazemos isso o tempo todo. Nós vemos tudo.

Uma das coisas sobre as quais vocês mais tem nos perguntado é sobre algum tipo de roteiro. A nossa página da Steam Store é atualizada regularmente, mas não tem datas reais. Nós entendemos, você quer saber o que você pode esperar e quando você pode esperar, mas nós hesitamos em compartilhar qualquer tipo de cronograma porque nunca deu certo para ninguém, então nosso raciocínio foi por que aprender com nossos próprios erros, se podemos aprender com os erros dos outros.

No entanto, desde o início deste nosso projeto, nos orgulhamos da nossa total transparência com a nossa comunidade, bem como sempre fazendo parte dela e sendo facilmente alcançável por qualquer um que queira dizer oi, fazer uma pergunta ou até mesmo dizer que nós somos um saco.

Isso sempre foi muito importante para nós e não vai mudar. Então, com isso em mente, decidi experimentar algo. Conversei com todas as pessoas da empresa e perguntei o que elas farão nos próximos três meses. Ok, nem todo mundo, eu não falei com o Darian porque ele estava fora do escritório na hora de escrever isso, mas eu falei com a ''gangue de arte'' dele e eles me deram a sujeira.


Nós redecoramos seu espaço de trabalho um pouco enquanto ele estava fora. Agora ele desperta alegria.
Mais um aviso antes de começarmos

Todas estas coisas devem estar no jogo nos próximos 3 meses. Calculamos a quantidade de trabalho que podemos fazer e vamos nos esforçar ao máximo para cumpri-lo. Isso é algo em que geralmente somos bons. No entanto, qualquer desenvolvedor em qualquer lugar do mundo pode confirmar que você nunca sabe isso ao certo. A vida acontece. As pessoas ficam doentes. Pode haver uma invasão alienígena e todos nós podemos morrer. Espero que isso não aconteça, mas se acontecer, não diga que não avisamos.

Vamos começar com algumas notícias do escritório!

Recentemente, recebemos nossa primeira equipe de controle de qualidade! Nós temos uma liderança de QA na vida real e 3 novos testadores. Então agora não somos mais apenas os testes! Nós temos pessoas para isso!

Novos Veículos


Você pode ter visto o novo modelo de carro em nosso último post. O que você não sabia é que não se trata apenas do novo modelo. Nosso principal programador, Dini, está trabalhando na nova e melhorada física do carro. Neste momento, a mecânica do veículo no jogo ainda é muito básica, mas vamos tentar empurrar mais para o realismo.

Por exemplo, o centro de gravidade do carro mudará de acordo com o número de pessoas no carro. Ele também está reformulando o sistema de danos, o que significa que o carro vai reagir de maneira diferente, dependendo se você atirou no pneu ou no motor. Não se preocupe ainda, porque você também poderá repará-lo.

Você também terá uma habilidade (skill) de dirigir e os níveis de habilidade, que obviamente se encaixarão em todo o realismo e na maneira como você dirigirá o carro. Você poderá reivindicar um carro, tranca-lo, destranca-lo e fazer ligação direta. Você também poderá reabastecer. Dini diz que você também poderá atirar no carro, mas não nos próximos 3 meses. A razão para isso é que é um processo longo e excruciante que levará muito tempo para ser implementado, mas ele tem o suficiente em seu prato e nada disso é relacionado à salada.


-

Novo Inventário


Em seguida temos o inventário. Sim, o modelo atual é meio desajeitado e não intuitivo - nós sabemos, temos olhos. O plano sempre foi mudá-lo eventualmente e chegou a hora. Nosso programador Jesus e a artista Ivona estão trabalhando duro em uma revisão completa do inventário e da interface do usuário. Eu não tenho certeza de como será a versão final porque eles têm sido bem secretos sobre isso até agora, mas eu consegui descobrir que você será capaz de empilhar itens e rotacioná-los.

Jesus (DEV) disse que pode ser importante mencionar que ele está reformulando a função da ''proximidade'' e que carros e baús estão finalmente obtendo um espaço de inventário adequado. Ele também disse que eu preciso explicar que não são apenas as atualizações visuais e que muito da revisão será do lado da programação, mas então foi apenas um monte de conversa nerd, então eu apenas fingi ouvir e entender. Peço desculpas a qualquer nerd que ofendi com isso e prometo escrever um post sobre isso assim que eles tiverem mais coisas para mostrar.


O inventário pode ou não acabar ficando assim. Nós também não sabemos. Ivona diz que é uma surpresa.

Sistema de criação de bases

Sim, bases, não fortificações.

Graças ao desenvolvedor Patrik, em breve você poderá criar uma base personalizado também. A primeira versão será compreensivelmente algo mais básico. Você poderá construir uma casa usando uma planta, da mesma forma que constrói um abrigo, por exemplo. Nossa equipe de arte já está trabalhando nos modelos, mas essa não é a única coisa em que eles estão trabalhando.

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Você deve ter visto algumas das novidades em nossa última postagem. Estamos adicionando uma mineradora, uma mina, um hospital para doentes mentais, um antigo castelo, uma mina de sal, um observatório e uma cidade totalmente nova, com novos modelos de construção.

Novas habilidades e Animações


Além da habilidade de dirigir, estamos reformulando a habilidade de culinária a partir do zero, o que também exige um bom retrabalho do metabolismo. Esse é o trabalho do DEV Bruno e ele já está atuando nisso. Ele também é responsável pela habilidade de demolição, que não inclui apenas bombas. Você também terá todos os tipos de armadilhas.

John está trabalhando na habilidade de arco e flecha. Você também terá diferentes tipos de arcos com diferentes tipos de flechas e algumas delas você não poderá usar se sua habilidade for muito baixa ou se você for fraco demais. Você até conseguirá um silenciador para o arco. Eu achei que ele estava brincando comigo, mas aparentemente eles são reais.

Com a ajuda de nossos animadores, John também está reformulando as animações de primeira pessoa, então, se tudo correr conforme o planejado, isso parecerá muito mais realista. Também estamos adicionando suporte para RPGs e nosso primeiro revólver!

Missões e Objetivos


Nosso novo programador Goran está preparando as primeiras missões e objetivos! Eu não posso dizer nenhum detalhe ainda, mas você não terá que esperar muito para conferir isto. Você também receberá um tutorial real, caso não consiga descobrir o jogo sozinho. Seu noob.


Logo você poderá fazer seus inimigos tremerem de medo.

Conquistas


Os próximos 3 meses também irão adicionar as conquistas ao jogo! Isto esta sendo preparado por Dobrila no lado da programação e Ivona no lado da arte. A cópia está sendo preparada pela equipe de memes, então espere algumas coisas engraçadas também.

Personagens femininas


Por favor, não grite, mas estamos adiando as personagens femininas. Ok, nós não estamos literalmente adiando porque nós nunca as anunciamos oficialmente e o plano original era liberá-las para o dia dos namorados, o que obviamente não aconteceu. A razão para isso é que as mulheres são muito difíceis de animar. BRINCADEIRA!

A razão é que começamos a trabalhar nelas com toda a intenção de terminá-las no prazo, mas ao longo do caminho percebemos que há muito mais na coisa toda e não podemos simplesmente colocar uma modelo feminina na mecânica masculina e pronto. Lembre-se de como temos esse elaborado sistema de metabolismo e como eu já mencionei que Bruno está retrabalhando a habilidade de cozinhar que também está ligada ao metabolismo? Sim isso.

Cada peça de roupa também precisa ser ajustada para o corpo feminino. Esse vai ser o trabalho de Danijel, que Deus o ajude. Isso não significa que paramos de trabalhar nas personagens femininas. Ainda estamos. Nós não queremos isso, mas vamos adiá-las um pouco. Eu disse um pouco, então pare de gritar, o tempo é uma construção social.


-

Novos Insultos (gestos) e Cabelos


Nós vamos adicionar algumas novas animações e insultos também. Eu perguntei ao nosso animador Iggy se ele já sabe o que ele quer fazer e ele ainda não disse, então se você tiver alguma sugestão, por favor, escreva nos comentários e sua ideia de provocação pode acabar no jogo!

Estamos trabalhando também no cabelo, bem como cabelo masculino, cabelo feminino, barba, cabelo na cabeça, pêlos no corpo, todos os tipos de cabelo. Você será capaz de crescer, cortar ou raspar, então estamos com as mãos ocupadas.

Estações e Variações do Clima


E por último mas não menos importante, as estações !! Nós testamos a neve com a nossa atualização de Natal e a maioria de vocês disseram que gostaram, então deixamos alguns pontos no norte, para o caso de você querer andar de trenó mais tarde também. Bem, em breve você terá temporadas reais e tudo o que acontece com elas.

Eu posso ter perdido alguma coisa acidentalmente ou de propósito, mas espero que agora você tenha uma melhor imagem da nossa agenda. Você ainda estará recebendo seus posts regulares feitos pelo Josip, assim como algumas outras surpresas da equipe de marketing, então não se preocupe! Apenas lembre-se que estamos assistindo. Estamos sempre assistindo.

Obrigado!



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2019.02.19 15:24 Luizbep Os Próximos 3 Meses

Os Próximos 3 Meses
Ei pessoal!

Estamos à espreita em toda a Internet para ver o que vocês têm a dizer. Lembre-se, isso não é uma novidade para nós - fazemos isso o tempo todo. Nós vemos tudo. Uma das coisas sobre as quais você mais tem perguntado é algum tipo de roteiro. O da nossa página da Steam Store é atualizado regularmente, mas não tem datas reais. Nós entendemos, você quer saber o que você pode esperar e quando você pode esperar, mas nós hesitamos em compartilhar qualquer tipo de cronograma porque nunca deu certo para ninguém, então nosso raciocínio foi por que aprender com nossos próprios erros, se podemos aprender com os erros dos outros.

No entanto, desde o início deste nosso projeto de amor, orgulhamo-nos da total transparência com a nossa comunidade, bem como sempre fazendo parte dela e sendo facilmente alcançável por qualquer um que queira dizer oi, fazer uma pergunta ou até mesmo dizer que nós somos um saco. Isso sempre foi muito importante para nós e não vai mudar. Então, com isso em mente, decidi experimentar algo. Conversei com todas as pessoas da empresa e perguntei o que elas farão nos próximos três meses. Ok, nem todo mundo, eu não falei com o Darian porque ele estava fora do escritório na hora de escrever isso, mas eu falei com a gangue de arte dele e eles me deram a sujeira.

https://preview.redd.it/52trk2e9ajh21.jpg?width=1200&format=pjpg&auto=webp&s=38e1838d333a5ca907b14599c4ae618295b6680c
Nós redecoramos seu espaço de trabalho um pouco enquanto ele estava fora. Ele desperta alegria agora.

Mais um aviso antes de começarmos: todas estas coisas devem estar no jogo nos próximos 3 meses. Calculamos a quantidade de trabalho que podemos fazer e vamos nos esforçar ao máximo para cumpri-lo. Isso é algo em que geralmente somos bons. No entanto, qualquer desenvolvedor em qualquer lugar pode confirmar que você nunca sabe. A vida acontece. As pessoas ficam doentes. Pode haver uma invasão alienígena e todos nós podemos morrer. Espero que isso não aconteça, mas se acontecer, não diga que não avisamos.

Vamos começar com algumas notícias do escritório! Recentemente, recebemos nossa primeira equipe de controle de qualidade! Nós temos uma liderança de QA na vida real e 3 novos testadores, então agora não somos mais apenas os testes! Nós temos pessoas para isso! Yay!

Sobre esses veículos! Você pode ter visto o novo modelo de carro em nosso último post de WiP*. O que você não sabia é que não se trata apenas do modelo. Nosso principal programador, Dini, está trabalhando na nova e melhorada física do carro. Neste momento, a mecânica do veículo no jogo ainda é muito básica, mas vamos tentar empurrar mais para o realismo. Por exemplo, o centro de gravidade do carro mudará de acordo com o número de pessoas no carro. Ele também está reformulando o sistema de danos, o que significa que o carro vai reagir de maneira diferente, dependendo se você atirou no pneu ou no motor. Não se preocupe ainda, porque você também poderá repará-lo. Você também terá a habilidade de dirigir e os níveis de habilidade, que obviamente se encaixarão em todo o realismo e na maneira como você dirigirá o carro. Você poderá reivindicar um carro, tranca-lo, destranca-lo e fazer ligação direta. Você também poderá reabastecer. Dini diz que você também poderá atirar no carro, mas não nos próximos 3 meses. A razão para isso é que é um processo longo e excruciante que levará muito tempo para ser implementado, ele tem o suficiente em seu prato e nada disso é relacionado à salada.

https://preview.redd.it/46ylsk0eajh21.jpg?width=1916&format=pjpg&auto=webp&s=8a6cf3bcce99773c2b3a294fb8b9d862ae33ed3d
Laranja de sangue, tão pretensioso.

Em seguida é o inventário. Sim, é meio desajeitado e não intuitivo - nós sabemos, temos olhos. O plano sempre foi mudá-lo eventualmente e chegou a hora. Nosso programador Jesus e a artista Ivona estão trabalhando duro em uma revisão completa do inventário e da interface do usuário. Eu não tenho certeza de como será a versão final porque eles têm sido bem secretos sobre isso até agora, mas eu consegui descobrir que você será capaz de empilhar itens e rotacioná-los. Jesus disse que pode ser importante mencionar que ele está reformulando a função de vizinhança e que carros e baús estão finalmente obtendo um espaço de inventário adequado. Ele também disse que eu preciso explicar que não são apenas as atualizações visuais e que muito da revisão será do lado da programação, mas então foi apenas um monte de conversa nerd, então eu apenas fingi ouvir e entender. Peço desculpas a qualquer nerd que ofendi com isso e prometo escrever um post sobre isso assim que eles tiverem mais coisas para mostrar.

https://preview.redd.it/ihfnoqlkajh21.jpg?width=1920&format=pjpg&auto=webp&s=fcd882a2253ba7be3ed12b32cc28dbf7ca939998
O inventário pode ou não acabar ficando assim. Nós também não sabemos. Ivona diz que é uma surpresa.

Graças a Patrik, em breve você poderá criar uma base também. A primeira versão será compreensivelmente muito básica - você poderá construir uma casa usando uma planta, da mesma forma que constrói um abrigo. Nossa equipe de arte já está trabalhando nos modelos, mas essa não é a única coisa em que eles estão trabalhando. Você viu algumas das novidades em nossa última postagem no WiP: estamos adicionando uma pedreira, uma mina, um hospital para doentes mentais, um antigo castelo, uma mina de sal, um observatório e uma cidade totalmente nova. Ativos urbanos, baby!

https://preview.redd.it/cpriha0oajh21.png?width=1600&format=png&auto=webp&s=5fd6a5eab846cca31c3a4e24f7d8bec0b38c22a5
Malha quente.

Além da habilidade de dirigir, estamos reformulando a habilidade culinária a partir do zero, o que também exige um bom retrabalho do metabolismo. Esse é o trabalho de Bruno e ele já está nisso. Ele também é responsável pela habilidade de demolição, que não inclui apenas bombas - você também terá todos os tipos de armadilhas. John está trabalhando na habilidade de arco e flecha. Ele está indo all-in, então você também terá diferentes tipos de arcos com diferentes tipos de flechas - algumas delas você não poderá usar se sua habilidade for muito baixa ou se você for fraco demais. Você até conseguirá um silenciador de proa - achei que ele estava mexendo comigo também, mas aparentemente eles são reais. Quem sabia. Com a ajuda de nossos animadores, John também está reformulando as animações de primeira pessoa, então, se tudo correr conforme o planejado, a coisa toda parecerá muito mais realista. Também estamos adicionando suporte para RPGs e nosso primeiro revólver!

Nosso novo programador Goran está preparando as primeiras missões e objetivos da missão! Eu não posso te dizer nenhum detalhe ainda, mas você não terá que esperar muito para conferir. Você também receberá um tutorial real, caso não consiga descobrir o jogo sozinho. Fraco.

https://preview.redd.it/uvsewgdrajh21.png?width=884&format=png&auto=webp&s=10b9c2f47b6ab1c8f2488d94d2c9db5962d2d5d0
Logo você poderá fazer seus inimigos tremerem de medo.

Os próximos 3 meses também verão a introdução de conquistas! Estes estão sendo preparados por Dobrila no lado da programação e Ivona no lado da arte. A cópia está sendo preparada pela equipe meme, então espere algumas coisas engraçadas. Ou cringey, ainda não decidimos.

Por favor, não grite sobre este próximo, mas estamos adiando as personagens femininas. Ok, nós não estamos literalmente adiando-as porque nós nunca as anunciamos oficialmente, mas o plano original era liberá-las para o dia ddos namorados, o que obviamente não aconteceu. A razão para isso é que as mulheres são muito difíceis de animar. SÓ BRINCANDO! A razão é que começamos a trabalhar nelas com toda a intenção de terminá-las no prazo, mas ao longo do caminho percebemos que há muito mais na coisa toda e não podemos simplesmente colocar uma modelo feminina na mecânica masculina e pronto. Lembre-se de como temos esse elaborado sistema de metabolismo e como eu já mencionei que Bruno está retrabalhando a habilidade de cozinhar que também está ligada ao metabolismo? Sim isso. Cada peça de roupa também precisa ser ajustada para o corpo feminino. Esse vai ser o trabalho de Danijel, que Deus o ajude. Isso não significa que paramos de trabalhar nas personagens femininas - ainda estamos, mas realmente não queremos isso, então vamos adiá-las um pouco. Eu disse um pouco, então pare de gritar, o tempo é uma construção social.

https://preview.redd.it/qs7pef7vajh21.png?width=1224&format=png&auto=webp&s=a51997bef849e8fdb2e6579d70bb7aea98d16e7c

Agora que a pior parte está fora do caminho, vamos voltar ao que mais estamos adicionando nos próximos 3 meses. Nós vamos adicionar algumas novas animações e insultos também. Eu perguntei ao nosso animador Iggy se ele sabe o que ele quer fazer e ele ainda não disse, então se você tiver alguma sugestão para ele, por favor, escreva-o nos comentários e sua ideia de provocação pode acabar no jogo!

Estamos trabalhando no cabelo, bem como cabelo masculino, cabelo feminino, barba, cabelo na cabeça, pêlos no corpo, todos os tipos de cabelo. Você será capaz de crescer, cortar ou raspar, então estamos com as mãos ocupadas.

E por último mas não menos importante - estações! Nós testamos a neve com a nossa atualização de Natal e a maioria de vocês disseram que gostaram, então deixamos alguns no norte, para o caso de você querer andar de trenó mais tarde também. Bem, em breve você terá temporadas reais e tudo o que acontece com elas.

Eu posso ter perdido alguma coisa acidentalmente ou de propósito, mas espero que agora você tenha uma melhor imagem da nossa agenda. Você ainda estará recebendo seus posts regulares de WiP por Josip, assim como algumas outras surpresas da equipe de marketing, então não se preocupe! Apenas lembre-se - estamos assistindo. Estamos sempre assistindo.

Te amo, tchau!
___________________ * Work in Progress.
submitted by Luizbep to scumbrasil [link] [comments]


2019.02.06 04:25 orpheu272 Odisseia p.1

O intuito de escrever esses relatos sobre minha vida, nada mais é que uma forma de compreendê-los e expurgar-los de uma vez por todas. Transformá-los em textos públicos é um desafio e uma barreira que preciso e devo romper.
Tudo o que for relatado é verídico. Cada passo, cada momento, cada segundo de minha vida na qual lembro - ou fragmentos -, serão escritos nesses textos. Talvez seja um grito ao vento, mas espero que alguém se identifique ou possa ao menos compreender o que se passou.
Sente-se, se acomode, beba algo e se permita afogar nesses pequenos fragmentos que me consumiram, subiram em meus pulmões e agora saem pela minha boca como um grito.
Me permita entrar em sua casa.

Do ventre à vida

Eu nasci em 20 de dezembro de 1994 em uma cidade interiorana do Rio Grande do Norte. Vim ao mundo em uma manhã de sol, o que é engraçado, pois prefiro tempo fechado. Na época meu pai era sócio em uma firma de portões eletrônicos - era algo em alta aqui no estado, e em Natal haviam poucas firmas nesse ramo.
Minha família sempre foi feliz; sempre houve muita festa na casa da minha avó. Meu avô tinha um cargo excelente em uma fábrica em João Pessoa - ele ganhava muito bem, inclusive -, sua vida era dividida entre o trabalho e casa. Como morávamos em Natal e meu avô trabalhava na Paraíba, ele só nos visitava de 15 em 15 dias para passar o fim de semana conosco. Nesse tempo era comum ele chegar e se deparar com a minha avó dando festas em casa.
Meus pais se casaram muito jovens - aos 19 anos para ser mais exato. Meu pai veio de um família que sempre visou mais o “ter” do que o “ser” - mesmo que para isso o casal tivesse que se sujeitar a agressões físicas e verbais, contanto que houvesse uma qualidade de vida invejável, “tudo bem” -; já a minha mãe veio de uma família lá de Garanhuns/PE. Neta de vendedor de fumo e de costureira, minha mãe foi criada em um bairro tranquilo da cidade. Meus avós maternos se conheceram quando meu avô saiu de Macaíba/RN para trabalhar em uma construção em Garanhuns. Minha avó, para despistar qualquer indício de que tinha um namorado, levava sua irmã mais nova para passear na praça, tudo apenas para se encontrar com o meu avô. Certo dia ele pede para que ela venha com ele para o RN, que deixe sua família para construir uma juntos. Ela, então, todos os dias, levava uma peça de roupa junto com ela e entregava ao meu avô para que ele guardasse. Uma certa tarde, ela levou minha tia mais nova para passear na costumeira praça, ela se abaixa e fala para minha tia que voltará para pegá-la e que ela deveria voltar para casa sozinha. Então minha avó veio para o RN com o meu avô. Ela veio com suas roupas, sua cabeça cheia de sonhos, menos com minha tia.
Tudo parecia perfeito, até meu bisavô, o pai da minha avó, saber do ocorrido.
Era manhã em um típico dia quente na cidade do sol, Natal. Meu bisavô veio sozinho para um lugar onde ele nunca havia colocado os pés. Chegou na antiga rodoviária de Natal e logo partiu em direção ao Alecrim. Ao chegar na feira do Alecrim, ele saiu perguntando a todas as pessoas se elas haviam visto uma moça de estatura baixa, magra e de cabelos cacheados. “Seu nome é Edleuza do Amaral Rodrigues, ela veio com Sebastião, mas todo mundo chama ele de Neto”, disse meu bisavô.
Não muito distante dali, a minha avó acordava na cama de casal improvisada. Essa deveria ter sido a lua de mel que ela jamais desejara - o quarto de minha bisavó, mãe de meu avô era ao lado, separado apenas por um fino lençol. Meus avós se levantaram, tomaram café e partiram para fazer a feira no Alecrim. Não consigo imaginar o que passou na cabeça da minha avó, mas acredito que deve ter sido um misto de euforia, rebeldia e liberdade, aquela liberdade que só se sente uma vez quando se é jovem. Logos eles saíram em um pau de arara, do pequeno sítio de minha bisavó em direção à Natal.
Meu bisavô Cassiano, pai de minha avó Edleuza, devia estar transtornado com toda essa situação. Sua filha, a terceira de oito filhos (dois homens e seis mulheres), veio fugida de Garanhuns. Tudo o que ele sabia havia sido contatado por sua filha de apenas 8 anos. Ele só sabia que deveria procurar por ela, que deveria encontrá-la, nem que para isso tivesse que rodar toda a capital e seus arredores.
Ele procurou por pouco mais de duas horas, até que bem na sua frente ele viu uma moça baixa, de cabelos cacheados e corpo magro junto de um homem alto. Era ela. Enfim ele achou. Ao se aproximar, ele bateu de leve no ombro de meu avô, este por sua vez teve um susto - que, de acordo com a minha avó, pulou de medo-, arregalou os olhos e falou: “Seu Cassiano, o que o senhor está fazendo aqui?” e meu bisavô respondeu: “Vim pegar você e minha filha. Vão voltar agora comigo pra Garanhuns e vão casar que nem gente”.
Eles se casaram, minha avó engravidou 14 vezes, dos 14 apenas 3 sobreviveram (meu tio José Lito, o mais velho, meu tio Jaílton, o do meio, e minha mãe Jaciara, a caçula) viveram em Garanhuns até o início dos anos 80, mas se mudaram para Macaíba/RN após minha bisavó Anizia, mãe de meu avô falecer. Ela deixou o sítio para seus quatro filhos. Com o dinheiro da venda, meu avô construiu sua casa no Conjunto IPE, lugar onde minha avó vive até hoje.
Esse foi o início de várias histórias e acontecimentos em minha família. Várias coisas aconteceram de lá para cá, mas isso fica para outro momento, outra ocasião.
submitted by orpheu272 to u/orpheu272 [link] [comments]


2019.02.06 04:25 orpheu272 Odisseia p.1

O intuito de escrever esses relatos sobre minha vida, nada mais é que uma forma de compreendê-los e expurgar-los de uma vez por todas. Transformá-los em textos públicos é um desafio e uma barreira que preciso e devo romper.
Tudo o que for relatado é verídico. Cada passo, cada momento, cada segundo de minha vida na qual lembro - ou fragmentos -, serão escritos nesses textos. Talvez seja um grito ao vento, mas espero que alguém se identifique ou possa ao menos compreender o que se passou.
Sente-se, se acomode, beba algo e se permita afogar nesses pequenos fragmentos que me consumiram, subiram em meus pulmões e agora saem pela minha boca como um grito.
Me permita entrar em sua casa.

Do ventre à vida

Eu nasci em 20 de dezembro de 1994 em uma cidade interiorana do Rio Grande do Norte. Vim ao mundo em uma manhã de sol, o que é engraçado, pois prefiro tempo fechado. Na época meu pai era sócio em uma firma de portões eletrônicos - era algo em alta aqui no estado, e em Natal haviam poucas firmas nesse ramo.
Minha família sempre foi feliz; sempre houve muita festa na casa da minha avó. Meu avô tinha um cargo excelente em uma fábrica em João Pessoa - ele ganhava muito bem, inclusive -, sua vida era dividida entre o trabalho e casa. Como morávamos em Natal e meu avô trabalhava na Paraíba, ele só nos visitava de 15 em 15 dias para passar o fim de semana conosco. Nesse tempo era comum ele chegar e se deparar com a minha avó dando festas em casa.
Meus pais se casaram muito jovens - aos 19 anos para ser mais exato. Meu pai veio de um família que sempre visou mais o “ter” do que o “ser” - mesmo que para isso o casal tivesse que se sujeitar a agressões físicas e verbais, contanto que houvesse uma qualidade de vida invejável, “tudo bem” -; já a minha mãe veio de uma família lá de Garanhuns/PE. Neta de vendedor de fumo e de costureira, minha mãe foi criada em um bairro tranquilo da cidade. Meus avós maternos se conheceram quando meu avô saiu de Macaíba/RN para trabalhar em uma construção em Garanhuns. Minha avó, para despistar qualquer indício de que tinha um namorado, levava sua irmã mais nova para passear na praça, tudo apenas para se encontrar com o meu avô. Certo dia ele pede para que ela venha com ele para o RN, que deixe sua família para construir uma juntos. Ela, então, todos os dias, levava uma peça de roupa junto com ela e entregava ao meu avô para que ele guardasse. Uma certa tarde, ela levou minha tia mais nova para passear na costumeira praça, ela se abaixa e fala para minha tia que voltará para pegá-la e que ela deveria voltar para casa sozinha. Então minha avó veio para o RN com o meu avô. Ela veio com suas roupas, sua cabeça cheia de sonhos, menos com minha tia.
Tudo parecia perfeito, até meu bisavô, o pai da minha avó, saber do ocorrido.
Era manhã em um típico dia quente na cidade do sol, Natal. Meu bisavô veio sozinho para um lugar onde ele nunca havia colocado os pés. Chegou na antiga rodoviária de Natal e logo partiu em direção ao Alecrim. Ao chegar na feira do Alecrim, ele saiu perguntando a todas as pessoas se elas haviam visto uma moça de estatura baixa, magra e de cabelos cacheados. “Seu nome é Edleuza do Amaral Rodrigues, ela veio com Sebastião, mas todo mundo chama ele de Neto”, disse meu bisavô.
Não muito distante dali, a minha avó acordava na cama de casal improvisada. Essa deveria ter sido a lua de mel que ela jamais desejara - o quarto de minha bisavó, mãe de meu avô era ao lado, separado apenas por um fino lençol. Meus avós se levantaram, tomaram café e partiram para fazer a feira no Alecrim. Não consigo imaginar o que passou na cabeça da minha avó, mas acredito que deve ter sido um misto de euforia, rebeldia e liberdade, aquela liberdade que só se sente uma vez quando se é jovem. Logos eles saíram em um pau de arara, do pequeno sítio de minha bisavó em direção à Natal.
Meu bisavô Cassiano, pai de minha avó Edleuza, devia estar transtornado com toda essa situação. Sua filha, a terceira de oito filhos (dois homens e seis mulheres), veio fugida de Garanhuns. Tudo o que ele sabia havia sido contatado por sua filha de apenas 8 anos. Ele só sabia que deveria procurar por ela, que deveria encontrá-la, nem que para isso tivesse que rodar toda a capital e seus arredores.
Ele procurou por pouco mais de duas horas, até que bem na sua frente ele viu uma moça baixa, de cabelos cacheados e corpo magro junto de um homem alto. Era ela. Enfim ele achou. Ao se aproximar, ele bateu de leve no ombro de meu avô, este por sua vez teve um susto - que, de acordo com a minha avó, pulou de medo-, arregalou os olhos e falou: “Seu Cassiano, o que o senhor está fazendo aqui?” e meu bisavô respondeu: “Vim pegar você e minha filha. Vão voltar agora comigo pra Garanhuns e vão casar que nem gente”.
Eles se casaram, minha avó engravidou 14 vezes, dos 14 apenas 3 sobreviveram (meu tio José Lito, o mais velho, meu tio Jaílton, o do meio, e minha mãe Jaciara, a caçula) viveram em Garanhuns até o início dos anos 80, mas se mudaram para Macaíba/RN após minha bisavó Anizia, mãe de meu avô falecer. Ela deixou o sítio para seus quatro filhos. Com o dinheiro da venda, meu avô construiu sua casa no Conjunto IPE, lugar onde minha avó vive até hoje.
Esse foi o início de várias histórias e acontecimentos em minha família. Várias coisas aconteceram de lá para cá, mas isso fica para outro momento, outra ocasião.
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2019.02.02 16:46 orpheu272 Odisseia p.1

O intuito de escrever esses relatos sobre minha vida, nada mais é que uma forma de compreendê-los e expurgar-los de uma vez por todas. Transformá-los em textos públicos é um desafio e uma barreira que preciso e devo romper.
Tudo o que for relatado é verídico. Cada passo, cada momento, cada segundo de minha vida na qual lembro - ou fragmentos -, serão escritos nesses textos. Talvez seja um grito ao vento, mas espero que alguém se identifique ou possa ao menos compreender o que se passou.
Sente-se, se acomode, beba algo e se permita afogar nesses pequenos fragmentos que me consumiram, subiram em meus pulmões e agora saem pela minha boca como um grito.
Me permita entrar em sua casa.

Do ventre à vida

Eu nasci em 20 de dezembro de 1994 em uma cidade interiorana do Rio Grande do Norte. Vim ao mundo em uma manhã de sol, o que é engraçado, pois prefiro tempo fechado. Na época meu pai era sócio em uma firma de portões eletrônicos - era algo em alta aqui no estado, e em Natal haviam poucas firmas nesse ramo.
Minha família sempre foi feliz; sempre houve muita festa na casa da minha avó. Meu avô tinha um cargo excelente em uma fábrica em João Pessoa - ele ganhava muito bem, inclusive -, sua vida era dividida entre o trabalho e casa. Como morávamos em Natal e meu avô trabalhava na Paraíba, ele só nos visitava de 15 em 15 dias para passar o fim de semana conosco. Nesse tempo era comum ele chegar e se deparar com a minha avó dando festas em casa.
Meus pais se casaram muito jovens - aos 19 anos para ser mais exato. Meu pai veio de um família que sempre visou mais o “ter” do que o “ser” - mesmo que para isso o casal tivesse que se sujeitar a agressões físicas e verbais, contanto que houvesse uma qualidade de vida invejável, “tudo bem” -; já a minha mãe veio de uma família lá de Garanhuns/PE. Neta de vendedor de fumo e de costureira, minha mãe foi criada em um bairro tranquilo da cidade. Meus avós maternos se conheceram quando meu avô saiu de Macaíba/RN para trabalhar em uma construção em Garanhuns. Minha avó, para despistar qualquer indício de que tinha um namorado, levava sua irmã mais nova para passear na praça, tudo apenas para se encontrar com o meu avô. Certo dia ele pede para que ela venha com ele para o RN, que deixe sua família para construir uma juntos. Ela, então, todos os dias, levava uma peça de roupa junto com ela e entregava ao meu avô para que ele guardasse. Uma certa tarde, ela levou minha tia mais nova para passear na costumeira praça, ela se abaixa e fala para minha tia que voltará para pegá-la e que ela deveria voltar para casa sozinha. Então minha avó veio para o RN com o meu avô. Ela veio com suas roupas, sua cabeça cheia de sonhos, menos com minha tia.
Tudo parecia perfeito, até meu bisavô, o pai da minha avó, saber do ocorrido.
Era manhã em um típico dia quente na cidade do sol, Natal. Meu bisavô veio sozinho para um lugar onde ele nunca havia colocado os pés. Chegou na antiga rodoviária de Natal e logo partiu em direção ao Alecrim. Ao chegar na feira do Alecrim, ele saiu perguntando a todas as pessoas se elas haviam visto uma moça de estatura baixa, magra e de cabelos cacheados. “Seu nome é Edleuza do Amaral Rodrigues, ela veio com Sebastião, mas todo mundo chama ele de Neto”, disse meu bisavô.
Não muito distante dali, a minha avó acordava na cama de casal improvisada. Essa deveria ter sido a lua de mel que ela jamais desejara - o quarto de minha bisavó, mãe de meu avô era ao lado, separado apenas por um fino lençol. Meus avós se levantaram, tomaram café e partiram para fazer a feira no Alecrim. Não consigo imaginar o que passou na cabeça da minha avó, mas acredito que deve ter sido um misto de euforia, rebeldia e liberdade, aquela liberdade que só se sente uma vez quando se é jovem. Logos eles saíram em um pau de arara, do pequeno sítio de minha bisavó em direção à Natal.
Meu bisavô Cassiano, pai de minha avó Edleuza, devia estar transtornado com toda essa situação. Sua filha, a terceira de oito filhos (dois homens e seis mulheres), veio fugida de Garanhuns. Tudo o que ele sabia havia sido contatado por sua filha de apenas 8 anos. Ele só sabia que deveria procurar por ela, que deveria encontrá-la, nem que para isso tivesse que rodar toda a capital e seus arredores.
Ele procurou por pouco mais de duas horas, até que bem na sua frente ele viu uma moça baixa, de cabelos cacheados e corpo magro junto de um homem alto. Era ela. Enfim ele achou. Ao se aproximar, ele bateu de leve no ombro de meu avô, este por sua vez teve um susto - que, de acordo com a minha avó, pulou de medo-, arregalou os olhos e falou: “Seu Cassiano, o que o senhor está fazendo aqui?” e meu bisavô respondeu: “Vim pegar você e minha filha. Vão voltar agora comigo pra Garanhuns e vão casar que nem gente”.
Eles se casaram, minha avó engravidou 14 vezes, dos 14 apenas 3 sobreviveram (meu tio José Lito, o mais velho, meu tio Jaílton, o do meio, e minha mãe Jaciara, a caçula) viveram em Garanhuns até o início dos anos 80, mas se mudaram para Macaíba/RN após minha bisavó Anizia, mãe de meu avô falecer. Ela deixou o sítio para seus quatro filhos. Com o dinheiro da venda, meu avô construiu sua casa no Conjunto IPE, lugar onde minha avó vive até hoje.
Esse foi o início de várias histórias e acontecimentos em minha família. Várias coisas aconteceram de lá para cá, mas isso fica para outro momento, outra ocasião.
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2019.02.02 16:31 orpheu272 Odisseia p.1

O intuito de escrever esses relatos sobre minha vida, nada mais é que uma forma de compreendê-los e expurgar-los de uma vez por todas. Transformá-los em textos públicos é um desafio e uma barreira que preciso e devo romper.
Tudo o que for relatado é verídico. Cada passo, cada momento, cada segundo de minha vida na qual lembro - ou fragmentos -, serão escritos nesses textos. Talvez seja um grito ao vento, mas espero que alguém se identifique ou possa ao menos compreender o que se passou.
Sente-se, se acomode, beba algo e se permita afogar nesses pequenos fragmentos que me consumiram, subiram em meus pulmões e agora saem pela minha boca como um grito.
Me permita entrar em sua casa.

Do ventre à vida

Eu nasci em 20 de dezembro de 1994 em uma cidade interiorana do Rio Grande do Norte. Vim ao mundo em uma manhã de sol, o que é engraçado, pois prefiro tempo fechado. Na época meu pai era sócio em uma firma de portões eletrônicos - era algo em alta aqui no estado, e em Natal haviam poucas firmas nesse ramo.
Minha família sempre foi feliz; sempre houve muita festa na casa da minha avó. Meu avô tinha um cargo excelente em uma fábrica em João Pessoa - ele ganhava muito bem, inclusive -, sua vida era dividida entre o trabalho e casa. Como morávamos em Natal e meu avô trabalhava na Paraíba, ele só nos visitava de 15 em 15 dias para passar o fim de semana conosco. Nesse tempo era comum ele chegar e se deparar com a minha avó dando festas em casa.
Meus pais se casaram muito jovens - aos 19 anos para ser mais exato. Meu pai veio de um família que sempre visou mais o “ter” do que o “ser” - mesmo que para isso o casal tivesse que se sujeitar a agressões físicas e verbais, contanto que houvesse uma qualidade de vida invejável, “tudo bem” -; já a minha mãe veio de uma família lá de Garanhuns/PE. Neta de vendedor de fumo e de costureira, minha mãe foi criada em um bairro tranquilo da cidade. Meus avós maternos se conheceram quando meu avô saiu de Macaíba/RN para trabalhar em uma construção em Garanhuns. Minha avó, para despistar qualquer indício de que tinha um namorado, levava sua irmã mais nova para passear na praça, tudo apenas para se encontrar com o meu avô. Certo dia ele pede para que ela venha com ele para o RN, que deixe sua família para construir uma juntos. Ela, então, todos os dias, levava uma peça de roupa junto com ela e entregava ao meu avô para que ele guardasse. Uma certa tarde, ela levou minha tia mais nova para passear na costumeira praça, ela se abaixa e fala para minha tia que voltará para pegá-la e que ela deveria voltar para casa sozinha. Então minha avó veio para o RN com o meu avô. Ela veio com suas roupas, sua cabeça cheia de sonhos, menos com minha tia.
Tudo parecia perfeito, até meu bisavô, o pai da minha avó, saber do ocorrido.
Era manhã em um típico dia quente na cidade do sol, Natal. Meu bisavô veio sozinho para um lugar onde ele nunca havia colocado os pés. Chegou na antiga rodoviária de Natal e logo partiu em direção ao Alecrim. Ao chegar na feira do Alecrim, ele saiu perguntando a todas as pessoas se elas haviam visto uma moça de estatura baixa, magra e de cabelos cacheados. “Seu nome é Edleuza do Amaral Rodrigues, ela veio com Sebastião, mas todo mundo chama ele de Neto”, disse meu bisavô.
Não muito distante dali, a minha avó acordava na cama de casal improvisada. Essa deveria ter sido a lua de mel que ela jamais desejara - o quarto de minha bisavó, mãe de meu avô era ao lado, separado apenas por um fino lençol. Meus avós se levantaram, tomaram café e partiram para fazer a feira no Alecrim. Não consigo imaginar o que passou na cabeça da minha avó, mas acredito que deve ter sido um misto de euforia, rebeldia e liberdade, aquela liberdade que só se sente uma vez quando se é jovem. Logos eles saíram em um pau de arara, do pequeno sítio de minha bisavó em direção à Natal.
Meu bisavô Cassiano, pai de minha avó Edleuza, devia estar transtornado com toda essa situação. Sua filha, a terceira de oito filhos (dois homens e seis mulheres), veio fugida de Garanhuns. Tudo o que ele sabia havia sido contatado por sua filha de apenas 8 anos. Ele só sabia que deveria procurar por ela, que deveria encontrá-la, nem que para isso tivesse que rodar toda a capital e seus arredores.
Ele procurou por pouco mais de duas horas, até que bem na sua frente ele viu uma moça baixa, de cabelos cacheados e corpo magro junto de um homem alto. Era ela. Enfim ele achou. Ao se aproximar, ele bateu de leve no ombro de meu avô, este por sua vez teve um susto - que, de acordo com a minha avó, pulou de medo-, arregalou os olhos e falou: “Seu Cassiano, o que o senhor está fazendo aqui?” e meu bisavô respondeu: “Vim pegar você e minha filha. Vão voltar agora comigo pra Garanhuns e vão casar que nem gente”.
Eles se casaram, minha avó engravidou 14 vezes, dos 14 apenas 3 sobreviveram (meu tio José Lito, o mais velho, meu tio Jaílton, o do meio, e minha mãe Jaciara, a caçula) viveram em Garanhuns até o início dos anos 80, mas se mudaram para Macaíba/RN após minha bisavó Anizia, mãe de meu avô falecer. Ela deixou o sítio para seus quatro filhos. Com o dinheiro da venda, meu avô construiu sua casa no Conjunto IPE, lugar onde minha avó vive até hoje.
Esse foi o início de várias histórias e acontecimentos em minha família. Várias coisas aconteceram de lá para cá, mas isso fica para outro momento, outra ocasião.
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2018.11.16 06:11 sgf0592 Noites sem dormir

Sabe quando você está mal e não quer contar para ninguém porque vão dizer que é frescura,mas só você sabe o quanto isso tudo te machuca,mais se não desabafar aqui vou fosse um trem pois é estou assim já são quase 3:30 da manhã e não consegui dormir são vão para duas noites tudo isso por causa do meu namorado se posso falar que seja, estamos juntos mais 6 anos mais parece que ele não tem msm sentimento que tenho por ele ,para mim ele acha que estou com ele so pq não arrumo outro ,eu amo ele eu só queria construir uma família sem mt mimimi só quero ser feliz será que tão difícil assim ???
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2018.09.08 20:17 Cabelitz Meus pais podem não ser meus pais. O que eu faço?

Atenção: isto é uma teoria. Nada comprovado. E quem falou o que falou teve razões para mentiocultaofuscar. Então, entendam tudo com uma tonelada de sal em cima.

Meus pais (T=mãe, L=pai) e eu nunca tivemos uma boa relação. Desde a infância. Situações em que eu apanharia por nada eram comuns. Para ilustrar, uma vez eu estava brincando no meu quarto, de Lego, e um gato entrou pela janela. Eu nunca tinha visto um gato. Eu me apavorei e chamei pelo pai, já chorando de medo (eu era criança idade<4 anos, da um desconto). Meu pai veio até o quarto e me empurrou pra trás na cama, onde ele subiu também. O gato deu umas voltas no quarto correndo, pulou pela janela e foi embora. Eu fiquei aliviado por uns 2s. Em seguida meu pai me bateu por ter assustado ele e voltou pro quarto dele, batendo a porta.

Eu tenho uma irmã, M, que sempre foi bem tratada. O tratamento era visualmente diferente, até para quem visitava a casa. Minha irmã ganhava tudo que pedia, eu não. Minha irmã estudou no particular nos melhores colégios, teve os cursinhos pré vestibular mais caros da cidade, teve curso de inglês. Tanto que hoje é concursada de uma federal e formada em Direito.
Eu? Colégio público a vida inteira, só não fui pra um colégio de quinta no ensino médio porque passei na prova do CEFET. Porém, por conta de como era diferente o tratamento que eu recebia, acabei tendo de sair do CEFET.
Com uns 14 anos eu pedi pra mãe comprar um tênis pra mim que eu achava bonito (ainda lembro que era um da Qix, daqueles que parece um pão de hamburguer de tão gordo). Era 300 reais. Meu sapato "anual" era um Topper de 80 comprado em 3 vezes na loja de sapato da esquina que a mãe era amiga das funcionárias e comprava parcelado no nome dela ao invés de usar cartão/cheque. Disseram meus pais que se eu quisesse o tênis eu que trabalhasse para comprar.
Passei um mês entregando panfleto pra uma lojinha, no sinal, pra comprar o tênis.
Coisas assim eram recorrentes.
Com 18 a situação já estava insuportável ao ponto de que absolutamente nada que eu precisasse era pago, exceto luz, água, comida e teto. Larguei o CEFET para trabalhar full time e paguei supletivo, do meu bolso, para finalizar meus estudos.
As coisas pioraram muito quando meu primeiro filho nasceu. Pra encurtar essa parte da história, chegou ao ponto de eles ameaçarem meu bebê.

Porque eu tô contando todo esse prefácio?

Certas peças do que me parece um quebra cabeça de novela mexicana começaram a se juntar na minha cabeça conforme eu fui fazendo perguntas às pessoas.

1 - minha irmã, quando eu era criança, falava que eu tinha sido achado. A mãe não brigava com ela quando ela dizia isso, simplesmente carregava ela pra um canto e falava baixo com ela.
2 - eu nunca era convidado pras festas de aniversário da minha irmã, e ela não ia nas minhas. As dela eram fora de casa, na casa de parentes da minha mãe, enquanto eu só recebia os parentes do meu pai e um amigo de infância.
3 - a minha irmã teve festa de debutante em iate. Meu aniversário de 16 eu ganhei a passagem e o dinheiro do xerox pra tirar minha carteira de trabalho. Eu sou homem, diga-se de passagem, então já não esperava muita coisa.
4 - recentemente, numa das últimas brigas que tive com meu pai, eu já estava além do meu limite de tolerância e disse: você não tem mais filho. A resposta dele foi "não dá pra perder O QUE NUNCA SE TEVE". Hm.
A partir daí eu fui reunir informações.

Minha mãe sempre me falou que a data de nascimento na minha certidão tá errada. A história é inconsistente e pra cada um ela fala uma coisa diferente.
Ela disse pra minha esposa que nasci em um hospital. Na certidão está outro.
Ela disse 3 idades diferentes para eu ter parado de mamar.
Ela disse que se recuperou da cesária 6 horas depois da cesária e que quando o médico chegou no quarto para dar alta, ela já estava de banho tomado e maquiada. NOTA: minha esposa passou por cesárea e ficou 2 dias de cama por conta da cirurgia.

Antes desses desencontros de informação todos, quando a minha mulher ainda estava grávida, a gente entrou naqueles sites de calcular probabilidade de cor de cabelo e olho do bebê usando os dados dos pais e avós.
Ao preencher os dos meus pais e o meu o site dá erro e diz "essa combinação é impossível/improvável". Hm.

Depois desse rolo todo, eu fui atrás de algumas informações genéticas, e aí que o bicho pega.

Pai de L: cabelo preto, olho castanho. Mãe de L: cabelo castanho, olho castanho.
Pai de T: cabelo castanho, olho verde. Mãe de T: cabelo preto, olho castanho.
L: cabelo preto, olho castanho. T: cabelo preto, olho castanho. Irmã: cabelo castanho, olho castanho. EU: CABELO LOIRO, OLHO VERDE.
Hm.
Fui um pouco além. Eu tenho uma única parente mais velha que eu que tem características semelhantes as minhas. Ela é loira de olho verde. Vou chamar ela de MR. MR sempre teve muito carinho por mim, sempre me chamando para passear. Eu cuidava dos cachorros dela quando ela viajava. Eu cuidava da casa nos finais de semana. E ela num geral sempre me tratou bem. MR tem uma filha e um filho. Ambos são loiros de olhos verdes. A mais velha, LA, nasceu em 1992. Eu nasci em 1991. Hm.
Fui mais um pouco além.
Em 1989/90 MR tinha um noivo, com quem já estava de data de casamento marcada. O noivo se chama MU. MU tem cabelo preto e olho verde.
Em 1990 MR desistiu do casamento com MU às pressas e engatou num casamento com JO. JO nessa época estava nos Estados Unidos fazendo MBA, pago pela empresa dele. Ele já era concursado na época.
Em resumo, JO era montado na grana e MU era um pobre coitado funcionário de eletrônica.

Esses tempos eu encontrei na rua o homem que era pra ter sido meu padrinho de batismo.
Perguntei pra ele se ele lembrava da minha mãe, T, grávida. A resposta foi tácita: não, e ela vivia na minha casa. Porque, tu acha que não é filho dela?
Contei essas discrepâncias e minha teoria.
Ele riu, e disse: "teorias que se confirmam! E só agora que tu tá indo atrás disso?"

estomago_afundou.jpeg

Teoria da conspiração:
MR engravidou de MU em 1990. Desistiu porque ele era um pobre fudido e resolveu reatar com o ex namorado que estava pra voltar dos EUA. Pra não chegar aqui com ela sendo "mãe solteira", implorou para T cuidar do filho como se fosse dela. Em compensação, ela daria um jeito de dar uma boa vida para T. Nem MU nem JO sabem disso.
Isso explica como um mecânico e uma dona de casa conseguiram construir uma casa de 2 andares, 3 quartos, 2 banheiros, área enorme, duas garagens, duas áreas de serviço/lazer e viver comprando móveis e eletrodomésticos numa época de crise. Também explica como eles tinham dinheiro para bancar os colégios de elite que bancaram para a Irmã. Também explica o porque nunca gastaram um centavo comigo. Explica porque L disse que "não dá pra perder o que nunca se teve", e porque T tem álbum de grávida de Irmã, muito mais velha que eu, mas não tem álbum de grávida de mim. Também explica porque não existe foto minha bebê exceto do dia do batismo.
Explica o porque de T não contar uma única versão dos fatos pra todos que perguntam. Explica ela não lembrar com que idade eu desmamei.
Explica o porque eu nunca fui tratado como filho, porque não me chamavam de filho e sim de [meu nome]. Isso explica a diferença de fenótipo entre eu, a família inteira de L, e a semelhança entre eu, MR e seus filhos. Eu ser filho de MU explica o porque temos aparência semelhante (testa, nariz, queixo, bochecha, orelhas, sorriso e formato de olho).
O que eu faço?
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2018.04.19 14:38 throwaway_12589 Crédito Habitação

Olá, pessoal!
Eu tenho algumas dúvidas quanto ao crédito habitação e coisas relacionadas.
O assunto é: eu e o meu namorado estamos a pensar comprar casa. Como temos de pagar de qualquer maneira, seja a prestação do crédito ou o valor da renda, achamos que pôr esse dinheiro para algo que vai ser nosso qualquer dia é mais vantajoso.
A minha principal questão é se agora é uma boa altura para comprar ou se é melhor esperar mais algum tempo, caso se pense que o mercado vai estar melhor daqui a dois ou três anos (coisa que eu não faço ideia se estará ou não).
De resto não tenho uma questão concreta, mas não percebo nada de bancos e créditos e se me pudessem dizer o que devemos procurar em termos de crédito habitação, quais são as coisas a que devemos estar atentos e que tipo de trafulhices é que nos podem querer fazer, eu agradecia imenso.
Já agora, existe alguma diferença entre um crédito para moradia ou apartamento (estamos mais inclinados para uma moradia mas se aparecer um apartamento que valha a pena não dizemos que não)?
Existe alguma diferença entre um crédito para comprar uma moradia já feita ou um para construir?
Não pensamos muito em construir mas mais porque não sabemos nada acerca do assunto, qual acham melhor, comprar ou construir? Qual tem mais custos? Quais são os prós e contras de cada uma?
Se souberem de alguns sítios na net que sejam fiáveis para encontrar essas e outras informações também aceito sugestões.
Obrigada pela ajuda!
Já agora, estamos na zona de Leiria, que presumo que seja importante para o assunto.
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